Nesta quarta-feira, dia 06 de maio, o Papa Leão XIV aprofundou o capítulo 7 da Lumen Gentium. A meditação do trecho da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Igreja apontou uma das suas características fundamentais: a dimensão escatológica.
Ao recordar que a Igreja é povo de Deus, o pontífice convida “a considerar a dimensão comunitária e cósmica da salvação em Cristo”. Ele aponta que ela trabalha na espera da vinda do Reino de Deus no mundo. “Ela anuncia a todos e sempre as palavras desta promessa, recebe dela uma garantia na celebração dos Sacramentos, em particular da Eucaristia, concretizando e experimentando a sua lógica nas relações de amor e serviço”, exorta.
O Santo Padre ressalta a afirmação da Lumen Gentium de que “a Igreja é «sacramento universal de salvação» (LG, 48)”. Ao recordar que o cumprimento da plenitude se dará somente no fim, ele destaca que a caminhada é marcada pelo amadurecimento do bem, mas também por injustiças e sofrimentos, e que os crentes em Cristo não se iludem nem se desesperam, pois confiam nEle;
O papa conclui a reflexão, apontando a relação entre quem cumpre a missão e aqueles que padecem ou já morreram. Ele observa a luz da Lumen Gentium, que todos os cristãos formam uma única Igreja. “Orando pelos falecidos e seguindo as pegadas de quantos já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados no caminho e fortalecidos na adoração a Deus: marcados pelo único Espírito e unidos na única liturgia, com aqueles que nos precederam na fé, louvemos e demos glória à Santíssima Trindade”, finalizou.





