Por Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

amoris laetitia - paulusA exortação pós-sinodal sobre a família, lançada pelo Papa Francisco, não inovou sobre a doutrina. Confirmou aquilo que sempre foi o ensinamento da Igreja a respeito do matrimônio e a família. A novidade está na linguagem usada e nas propostas pastorais. O Papa apresenta o matrimônio de uma forma leve, atraente e positiva. Uma Pastoral da Família não pode pensar somente nos membros do próprio grupo. Deve ocupar-se de todas as famílias, mesmo aquelas que estão esfaceladas.

No trabalho pastoral com as famílias não basta se fixar apenas nos aspectos doutrinais e morais. É preciso levar em consideração a realidade concreta em que se encontram as pessoas e as famílias. É o trabalho do acompanhamento.

O documento papal supera um modo imperfeito de descrever as famílias. De um lado são colocadas as famílias “normais”, as que obedecem às normas, onde tudo está bem. Do outro, estão as famílias “irregulares”, que são tratadas como problemas. Desse modo, estes podem se sentir “excluídos” diante dos ensinamentos da Igreja.

Não se pode falar em nova evangelização sem evangelizar as famílias em meio às dificuldades do mundo de hoje. Aquilo que se encontra no seio da família é o que se reflete na sociedade.

A família é o grande meio de transformação da sociedade.

O Papa apresenta alguns princípios de ação pastoral. O primeiro é a integração, que perpassa todo o documento. A ação pastoral procura sempre incluir, ninguém deve se sentir julgado ou marginalizado. Outra orientação é o acompanhamento. É preciso que seja a partir da situação concreta em que se encontram as pessoas e as famílias. Discernir é mais uma indicação pastoral. Há sempre algo de bom nas pessoas e nas famílias, mesmo as que vivem de modo “chamado” irregular. E, por fim, o critério primeiro do agir pastoral é a misericórdia. A Igreja não é alfândega, é a casa que acolhe a todos.

Confira o vídeo abaixo do Pe. Vitor Feller com a chave de leitura da Exortação:

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