Daniel Luiz Milani, 38 anos, é tecnólogo têxtil, morador de Guabiruba (SC), está na Comunidade Bethânia há pouco mais de quatro meses. Ele conta que ouvia muito falar sobre o trabalho desenvolvido pela comunidade a partir do acolhimento de pessoas que sofrem com a dependência química e também por meio da evangelização. “Foi então que, em 2021, devido à necessidade de ajuda, por vontade própria, fiz contato com Bethânia para saber como ocorria o acolhimento”, relembra Daniel.

O primeiro passo, além do desejo voluntário de ser acolhido, foi conhecer pessoalmente o recanto São João Batista e realizar o pré-acolhimento, que ocorre sempre às quintas-feiras, das 14h às 17h, em todos os recantos do país. Na ocasião, foi recebido pela responsável técnica e assistente social, Simone Mazera Vargas, além dos consagrados que o apresentaram a rotina e o projeto pedagógico desenvolvido pela entidade, que cumpre as seguintes etapas: acolhimento, restauração e reinserção social. “Cheguei com o coração e a mente abertos em busca de uma oportunidade de me encontrar com Deus, comigo mesmo, e de me tornar uma pessoa melhor”, acrescenta.

Desde seu ingresso na comunidade, Daniel busca viver com intensidade a proposta de restauração, passando por atividades como padaria, galinheiro, cozinha e jardim. Além disso, iniciou recentemente o curso profissionalizante de confeitaria, atividade disponibilizada pela instituição. Ao destacar suas vivências, apresenta como diferencial os trabalhos em grupo, realizados por etapa, o acompanhamento com os profissionais assistente social, psicólogas e com os consagrados. “Aqui me sinto muito amado e acolhido! Me sinto no colo de mãe. Todos se dedicam a me ajudar a reconhecer meus pontos positivos e me ajudam a corrigir aquilo que ainda precisa ser melhorado”, completa ele.

Ao ser perguntado sobre o que a Comunidade Bethânia representa hoje em sua vida, ele afirma: “Bethânia é uma luz no fim túnel que eu encontrei, uma mão amiga que me acolheu e me sustentou em um dos momentos mais difíceis da minha vida”, conclui.

Sobre a Comunidade Bethânia

A Comunidade Bethânia Recanto São João Batista é a casa do Servo de Deus Padre Léo, que, há 26 anos, tem por missão o acolhimento de pessoas marginalizadas e dependentes químicas. Mesmo após seu falecimento em 2007, Bethânia segue com o legado, disponibilizando 45 vagas de acolhimento gratuitas para adultos com idades entre 18 a 59 anos. Destas, 30 são destinadas para o público masculino e 15, para o feminino.

Em Bethânia, o acolhimento ocorre de forma voluntária, ou seja, é preciso o sincero e livre desejo de ser acolhido. O trabalho segue um projeto pedagógico, que compreende um período médio de até 11 meses, na luta diária contra a dependência de substâncias psicoativas.

Bethânia vive da Providência Divina, ou seja, por meio de doações de Amigos de Bethânia, que contribuem para o acolhimento. Esta é mais uma forma de fazer a diferença na vida do próximo. Para ajudar, faça diretamente um depósito em conta-corrente e/ou transferência:

Banco do Brasil
AG: 2629-8 | CC: 28659-1
Chave Pix: E-mail: [email protected]
Para DOCs, utilize o CNPJ: 00.816.354.0009-66.

Mais informações pelo site: www.bethania.com.br.

Texto: Comunidade Bethânia

Reportagem publicada na página 7 do Jornal da Arquidiocese, nº 288, de abril de 2022.

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