O caminho sinodal, no qual se encontra a Igreja Católica em todo o mundo, é um convite a retomarmos com vigor o empenho missionário. Não há sinodalidade sem missão. Por outro lado, toda ação missionária é sinodal por excelência.

TODA A IGREJA É MISSIONÁRIA SAÍDA

Desde o Concílio Vaticano II, entende-se que toda a Igreja é por natureza missionária. Pois “ela mesma se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai” (Ad Gentes, 2). Não só os padres e as freiras, que dispunham-se a ir a qualquer lugar do mundo para o anúncio do Evangelho. Não só as dioceses e as congregações religiosas da Europa, que enviavam missionários para o mundo inteiro. Mas todos os membros, todas as dioceses, instituições e estruturas, todas as vocações, serviços e ministérios, todas as pastorais e movimentos da Igreja põem-se no caminho da missão.

POR UMA IGREJA EM SAÍDA

Para ser sinodal, para ser Igreja em comunhão e caminhada (sín+ódos=caminho comum), é preciso considerar a importância da missão. Não haverá sinodalidade sem missão, sem saída dos próprios comodismos, costumes, conquistas, para abrir-se para o diferente, buscar como o Bom Pastor “aqueles que vivem nas periferias espirituais, sociais, econômicas, políticas, geográficas e existenciais de nosso mundo” (Vademecum 1.4). De outro lado, não há verdadeira missão sem sinodalidade. Pois quem sai em missão não vai sozinho, vai em nome da Igreja e leva consigo a Igreja inteira.

UMA IGREJA DE MISSÃO

A Igreja Católica havia se acomodado ao fato de que a maioria do povo, nos países do Ocidente, era católico. A missão dizia respeito aos povos da África, da Ásia e do Oriente Médio. Mas o avanço do secularismo e do pluralismo religioso e cultural levou à perda de muitos fiéis, uns para a indiferença religiosa, outros para as igrejas evangélicas. A missão voltou ao centro da reflexão teológica e da prática pastoral. E passou a ocupar tempo e espaço nas agendas dos ministros ordenados e das lideranças leigas da Igreja. Não é possível uma Igreja-comunhão, voltada para dentro, para a vivência, a pregação e a celebração da fé, sem uma Igreja-missão, voltada para fora, para o testemunho e o anúncio do Evangelho. Mas não há missão sem comunhão. Não há verdadeira missão se não for feita num caminho comum.

Pe. Vitor Galdino Feller

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