Rio do Noca, no Campeche, em Florianópolis

O Projeto Rios, implantado há mais de uma década em Portugal, França e Espanha, é um projeto baseado no envolvimento de voluntários da sociedade no diagnóstico, recuperação, preservação e fiscalização de trechos de rios que são importantes para as comunidades.

Em Santa Catarina, cerca de 65% dos rios se encontram poluídos por dejetos de mineração, esgoto, uso de agrotóxicos e outros poluentes, o que indica que a partir de 2020, o Estado enfrentará a escassez de água.

É com o objetivo de evitar a contaminação dos rios e recuperar os que já estão contaminados, que o projeto atua na Arquidiocese, com a realização de seminários. Este ano aconteceu um sobre o Rio do Noca, realizado no bairro Campeche, na Capital, e outro sobre a bacia do Rio Cubatão, na Barra do Aririú, em Palhoça. 

Saída de campo no Campeche

Como sequência dos seminários, ocorrem as saídas de campo. Em 07 de abril, 25 pessoas fizeram a primeira saída, onde realizaram o diagnóstico de 400 metros do Rio do Noca, no Campeche. Os participantes foram divididos em grupos e avaliaram o trecho escolhido,  concluindo que, devido ao desmatamento das margens, as ocupações ilegais, o acúmulo de lixo e a poluição da água, a situação do rio é preocupante.

Saída de campo contou com 25 voluntários

Funcionamento do projeto

Primeiro, é formada uma equipe de no mínimo quatro pessoas que adotam um trecho (500 metros) de um rio ou córrego, preenchem a ficha de adesão, enviam para a coordenação estadual do projeto, assumem o compromisso de realizar uma visita por mês no trecho do rio adotado, realizam um diagnóstico simples do rio e definem medidas para proteção do rio.

Informações: [email protected] ou (48) 3224-8776

Por jornalista José Allison Santos

Matéria publicada na edição de maio de 2018, do Jornal da Arquidiocese, pág. 10.

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