maosA vida de Jesus de Nazaré esteve sempre voltada para o anúncio do Reino do Pai. Por isso, formou ao seu redor uma comunidade, criou um movimento, reuniu homens e mulheres de todas as condições, preparou-os para a missão. Já no tempo de seu ministério público enviou os discípulos em missão, dois a dois, às aldeias e cidades aonde deveria ir (Lc 10,1). Depois de ressuscitado enviou-os em missão ao mundo inteiro a anunciar a Boa Nova a toda criatura (Mc 16,15). Desde o início a comunidade de Jesus é, por essência, missionária.

Comunidades para a missão 

O Documento 100 da CNBB – “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia” – insiste na missão. Pede que nossas paróquias e comunidades sejam missionárias. E exorta: “Para ser missionária, a paróquia precisa ir ao encontro das pessoas” (n. 189). E citando a exortação apostólica do papa Francisco, o documento ensina que a paróquia precisa ir à frente, tomar a iniciativa, procurar os afastados, chegar às encruzilhadas, convidar os excluídos, oferecer misericórdia. Para poder ser missionária, a paróquia precisa descentralizar-se, valorizar as pequenas comunidades, desenvolver a cultura da proximidade e do encontro (n. 191). Precisa viver o programa de Jesus a serviço do Reino, no anúncio alegre e revitalizador da misericórdia de Deus.

Paróquias missionárias

Uma paróquia missionária torna-se uma rede de comunidades que alcançam o máximo possível de pessoas. Nela, os agentes de pastoral, a começar com o pároco e os membros do CPP, pensam e agem para fora. Preocupam-se com as periferias geográficas e existenciais, como ensina o papa Francisco. Elaboram sua agenda não a partir do que já existe e para fortalecer a instituição eclesial, mas a partir das urgências vitais das pessoas, de suas necessidades físicas e espirituais. É claro que para isso é preciso contar com mais pessoas e mais recursos. Aqui está o desafio: acreditar que quando se vai para fora, vão surgir, como dom do Senhor, essas pessoas e esses recursos.

Foi o que fizeram as duas colunas da Igreja: Pedro e Paulo. Apesar das dificuldades, ambos viajaram pelo mundo a anunciar a graça da salvação em Cristo. Nos lugares aonde iam, formaram equipes de missionários e coordenadores de comunidades. Trabalharam em equipe, sempre cercados de colaboradores. Lideraram forças para o anúncio do Evangelho e a animação das comunidades cristãs. Eram homens de comunhão e de missão.

Artigo publicado na edição de junho, nº 213, do Jornal da Arquidiocese

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