Imagem: Divulgação

Os bispos da presidência do CELAM (Conselho Episcopal Latino americano) foram perguntar ao Papa Francisco se ele pensava em convocar uma nova conferência dos bispos da América Latina. Ele respondeu negativamente e disse que havia ainda muito o que descobrir sobre a Conferência de Aparecida. Em vista disso a coordenação do CELAM decidiu organizar, em novembro de 2021, uma Assembleia Eclesial, a primeira do gênero para a Igreja da América Latina e Caribe.

A principal diferença entre a Assembleia Eclesial e uma Conferência está no fato de que esta é uma reunião do episcopado, enquanto a Assembleia quer contar com a colaboração de todos os cristãos. Propõe um caminho sinodal tanto na coleta de dados da realidade como na escuta de todos os cristãos na tomada de decisões e encaminhamentos.

Ao estabelecer o mapa das realidades que constituem a organização das cidades e nações da América Latina deve-se levar em conta os aspectos étnicos, culturais, sociais, econômicos, educacionais, religiosos… Aí são encontrados os elementos que constituem o rosto latino americano, formado pelos migrantes, os indígenas, o povo do centro da cidade e das periferias. Depara-se também com o fenômeno da pobreza, da violência, do narcotráfico, e um tipo de pessoas cada vez mais marcados pela influência da técnica e das comunicações sociais.

A Igreja é chamada a evangelizar todas estas realidades. Outros processos vão incidir sobre a atividade pastoral. Uma delas é a secularização presente na forma de organização social e na vida das pessoas. A presença das igrejas evangélicas e pentecostais desafia a vida dos cristãos católicos. Internamente há o protagonismo das mulheres na caminhada das comunidades. Por outro lado, procura-se meios de fazer chegar o Evangelho aos milhões de jovens.

O Documento de Aparecida propõe a necessidade de uma profunda renovação pastoral a fim de “confirmar, renovar, e revitalizar a novidade do Evangelho arraigado em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos missionários” (11).” A pastoral deve impregnar todas as estruturas eclesiais e odos os planos pastorais” (365).

Artigo publicado na edição de junho do Jornal da Arquidiocese, página 2.

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