Lectio (leitura)

“Disse Jesus a seus discípulos: ‘Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos’” (Mt 25,31-32).

Meditatio (meditação)

O tema do juízo final e universal marca o encerramento do ano litúrgico unido à solenidade de Cristo Rei. O julgamento consiste na avaliação consciente de nossas atitudes e intenções. São João da Cruz afirmara que seremos julgados pelo amor. O amor é o critério de todo julgamento. Cristo deixou claro que amar é dar a vida de forma bastante concreta: dar pão a quem tem fome e água a quem tem sede; acolher o estrangeiro; vestir aquele que está nu; cuidar dos enfermos; visitar os encarcerados (Mt 25,35-36). Quando servimos as pessoas que em nada podem nos retribuir estamos servindo ao próprio Cristo: “todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). É bendito do Pai (Mt 25,34) aquele que praticou a misericórdia e venceu a indiferença e a inimizade. Todos que serviram com amor receberão como herança o Reino que Deus nos preparou.

Oratio (oração)

“O Senhor é o Pastor que me conduz; não me falta coisa alguma” (Sl 22,1).

Contemplatio (contemplação)

Ver Cristo Rei e Servo nos menores deste mundo é entrar na lógica do Evangelho. Contemplemos a presença de Jesus nos pobres, abandonados e esquecidos.

Missio (missão)

Professamos no Credo Apostólico que Jesus subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai. Junto do Pai, Cristo é Senhor do mundo e da história. No Filho do Homem, a história e a vida humana encontram sua meta e realização plena. Jesus nos mostrou que reinar é servir. Somos, pelo Batismo, participantes do reinado de Cristo. Ser rei e pastor é contribuir na construção de um mundo mais humano e fraterno, em que a caridade seja a grande condutora de nossas ações. Olhando para o fim, para a meta da história, voltamos para o hoje, para nossa missão no tempo presente, enquanto esperamos a vinda gloriosa do Filho do Homem.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva
Artigo publicado na edição nº 240 do Jornal da Arquidiocese
Novembro de 2017, página 08.

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