Lectio (leitura)

“Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho (…) Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome’. E todos ficaram admirados” (Lc 1,57.63).

 

Meditatio (meditação)

O nascimento de João Batista anuncia a chegada dos tempos messiânicos. Alguns sinais acompanham este marcante momento da história da salvação:  a esterilidade de Isabel é transformada em fecundidade e a mudez de Zacarias em manifestação profética. O nascimento do menino é cumprimento da promessa feita por Deus. O nome João significa “o Senhor é favorável”. De fato, a natividade de João é fruto do favor divino e advento do tempo da graça (Kairós). Ainda no seio de sua mãe, ele exultou de alegria com a vinda do Salvador. Precursor do Messias esperado, João Batista é consagrado por Jesus “como o maior entre os nascidos de mulher” (Lc 7,28). Zacarias, seu pai, o proclama “profeta do Altíssimo”, pois sua missão consiste em ir adiante do Senhor para preparar os seus caminhos, anunciando ao seu povo a salvação, pelo perdão de seus pecados (Lc 1,76-77).

 

Oratio (oração)

“Senhor, fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!” (Sl 138,13-14).

 

Contemplatio (contemplação)

Ao venerarmos com amor o nascimento do menino profeta, contemplamos o autor da vida, que nos concede a graça do novo nascimento.

 

Missio (missão)

O nascimento de uma criança é sempre motivo de grande alegria e esperança. A existência de todo ser humano é querida por Deus. Antes de nascermos, o Senhor já nos chamou. Desde o ventre de nossas mães, ele já tinha em mente nossos nomes (Is 49,1). O seu amor já havia sido derramado em nossos corações, antes mesmo de sermos concebidos. O dom da vida é expressão da infinita misericórdia de Deus. Por isso, como profetas de nossos tempos, somos enviados em defesa da vida. Reagindo contra toda espécie de ameaça ao precioso dom da existência humana, queremos continuar proclamando que a vida é inviolável, que todos possuem o direito de desfrutar, com alegria, desta graça insondável.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 224 do Jornal da Arquidiocese

Junho de 2016

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