Lectio (leitura)

“Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo” (Jo 20,3-4).

Meditatio (missão)

Pedro e o discípulo amado, depois do encontro com Madalena, correm até o jardim. É o primeiro dia da semana (20,1), o domingo, dia da ressurreição do Senhor. O discípulo amado corre mais e chega antes, pois quem ama chega antes. “Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou” (20,5). Pedro tem a missão de entrar e ver por primeiro. O discípulo amado entrou depois, viu e acreditou (20,8). Lá no túmulo estão dispostos as faixas de linho e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus. Estes dados revelam que a ressurreição de Jesus é diferente daquela de Lázaro. Lázaro veio para fora amarrado e precisou ser desatado. Jesus sai sem as “amarras” da morte. O Jesus ressuscitado é livre. Isso mostra também que o corpo de Jesus não foi roubado. Os ladrões não arrumam a casa ao fugir, mas saem depressa deixando tudo desorganizado. Estes são sinais que apontam para algo novo, ainda incompreensível aos olhos dos discípulos. O túmulo está vazio é só há uma explicação para isto: o Senhor ressuscitou verdadeiramente.

Oratio (oração)

Este é do dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

 

Contemplatio (contemplação)

O túmulo, lugar de morte, torna-se lugar de vida e de encontro com o Deus vivo. O discípulo amado olhou para o túmulo vazio com os olhos do amor. O amor é o caminho da verdadeira contemplação. O amor vence a morte e manifesta a vida.

Missio (missão)         

Assim como Madalena, Pedro e o discípulo amado, é preciso correr para anunciar esta grande alegria: a ressurreição de Jesus. Quem ama não perde tempo, mas corre a anunciar boas novas. Em nossa maratona da fé, queremos espalhar sinais de vida e ressurreição, principalmente naquelas realidades mais difíceis e desafiadoras. A esperança no amor é fruto da experiência com o Ressuscitado. Nossa missão é viver todos os dias uma verdadeira pastoral do consolo e da esperança.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 233 do Jornal da Arquidiocese

Abril de 2017

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