imagem natividadeLectio (leitura): “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

Meditatio (meditação): João, no início do Evangelho, apresenta-nos um fascinante hino, conhecido como prólogo. Este hino é como o resumo de todo o Evangelho. Nele, João revela o mistério da Palavra Divina que se fez carne e habitou entre nós. Esta Palavra – o Verbo – é preexistente em Deus e partícipe da obra criadora. Ela foi enviada à terra para cumprir a missão que recebeu de junto do Pai. A Palavra encarnada é Deus e é pessoa distinta do Pai; é Jesus, o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1,23). Vindo do Pai, Jesus assume nossa pobre humanidade, no seio de Maria Virgem, para nos salvar de nossos pecados (Mt 1,21). Sua encarnação é mistério de infinito amor. O Filho Unigênito de Deus se torna para nós o filho de Maria, o verdadeiro homem novo. Ele habitou entre nós – literalmente “armou sua tenda no meio de nós” – para ser presença divina no nosso meio.

Oratio (oração): “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).

Contemplatio (contemplação): A Palavra se encarnou. “E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho Unigênito, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).

Missio (missão): A Palavra encarnada veio nos revelar o rosto de Deus, um rosto brilhante como o sol (Mt 17,2). Nela está a vida e a luz verdadeira. Na noite de Natal, com o céu vestido de luz, nossos olhares se voltam para a Luz que brilha nas trevas, dissipando-as para sempre. Como João Batista, somos enviados por Deus, para dar testemunho da luz; daquele que é a luz de verdade que, vindo ao mundo, iluminou todo ser humano (Jo 1,8-9).

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 219 do Jornal da Arquidiocese

Dezembro de 2015

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