icone todos os santosLectio (leitura): “Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão” (Ap 7,9).

Meditatio (meditação): Este versículo do Apocalipse de São João se encontra na seção chamada de “os sete selos”. Eles são abertos pelo Cordeiro imolado, Jesus, o revelador do desígnio salvífico do Pai. Após indicar os eleitos e assinalados pelo Senhor (Ap 7,4), o Apocalipse apresenta uma imensa multidão formada por gente do mundo inteiro. O Apocalipse nos revela, através do sinal das vestes brancas, que a multidão vitoriosa, com palmas na mão, participa da própria vida divina. Nesta multidão, a comunidade cristã reconhece seus santos e mártires, aqueles que, ao resistirem às grandes tribulações, “lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).

Oratio (oração): “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Dai-me, Senhor, um coração puro e manso, para que eu possa alcançar a bem-aventurança eterna que consiste na visão do vosso imenso amor.

Contemplatio (contemplação): “Contemplamos, alegres, na vossa luz, Senhor, tantos membros da Igreja que nos dais como exemplo e intercessão” (Prefácio de Todos os Santos).

Missio (missão): Todos na Igreja são chamados à santidade (LG 39). A santidade, embora exija de nós comprometimento e resposta à iniciativa divina, não é fruto do esforço humano, mas é, sobretudo, dom do amor de Deus. Ao apelo de Jesus de sermos santos como o Pai é santo (Mt 5,48), queremos responder com nosso desejo sincero de conversão permanente. A santidade não é instantânea. Ela é assumida por nós de maneira progressiva. Os santos são nossos guias espirituais que nos ensinam a viver com autenticidade a nossa vida como eles viveram a sua. Santo não é aquele que não peca, mas aquele que nunca desiste de se levantar e de retomar o caminho. Nosso compromisso é perseverar na busca pela santidade, que nos impulsiona à plena felicidade, pois, nas palavras do Papa Francisco, “não pode haver santidade na tristeza”.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 218 do Jornal da Arquidiocese

Novembro de 2015

Seu endereço de email não será publicado. Os campos marcados com * são obrigatórios

*