O tema central da Assembleia dos Bispos em 2018 foi a elaboração das “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil”. Na realidade foi uma revisão das diretrizes existentes para adequá-las às orientações emanadas pela Santa Sé, em documento publicado no final de 2016.

O novo documento reforça a ideia de que a formação na vida do padre é um único caminho que se estende por toda a vida. Consta de duas partes em continuação: a formação inicial, período antes da ordenação, e a formação permanente, que corresponde ao tempo depois da ordenação sacerdotal. Assim, as diretrizes mostram que o presbítero está sempre em formação.

O documento inova ao chamar a etapa do discipulado ao tempo dos estudos de filosofia. Dá o nome de configuração a Cristo ao período dos estudos da teologia. E a etapa pastoral e missionária é denominado de síntese vocacional. Desta forma chama a atenção para o fato de que a formação sacerdotal não se limita à dimensão intelectual, mas é um caminho de amadurecimento humano e crescimento na fé. Em cada etapa, espera-se que haja um ritmo de mudança, de aprendizado e de integração.

O período do discipulado é um tempo de aprender os ensinamentos de Cristo mestre. O discípulo é aquele que tem admiração pelo mestre e procura aprender as suas lições. Dedica tempo a estar com o mestre. O candidato ao sacerdócio busca trabalhar a si mesmo, assume uma disciplina de vida que o identifique sempre mais a Cristo.

Na etapa da configuração a Cristo, o seminarista passa da admiração e conhecimento para adotar o estilo de vida de Cristo. Compreende sempre mais que é chamado a abraçar a mesma obra que Cristo realizou. Aprende a obediência ao Pai, a doação aos irmãos e a compartilhar o mesmo destino de Cristo.

A fase da síntese vocacional é marcada pela mistagogia. Ao assumir os trabalhos pastorais, o candidato ao sacerdócio vai integrando a sua vida e o seu agir ao exercício do ministério sacerdotal. Não é difícil entender que o período de síntese se estende por toda a vida do sacerdote.

Por: Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

Artigo publicado na edição de maio de 2018, nº 245, do Jornal da Arquidiocese, página 02.

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