A prática do enxerto nas plantas frutíferas ajuda a entender a vida nova que se celebra na Páscoa da ressurreição. Uma planta enxertada em outra, torna-se uma árvore renovada que produzirá frutos mais excelentes. Assim, a criatura enxertada em Cristo se torna uma nova criatura e passa a produzir os mesmos frutos que Cristo produziu.

Esta transformação pode ser vista em São Pedro. Passa de um seguimento superficial, que não o impediu de trair Jesus, para a atitude de doação da vida por Cristo para anunciar o mesmo Evangelho de Jesus. Da mesma forma São Paulo tem um encontro decisivo com Cristo no caminho de Damasco. Passa a compreender de modo diferente a Cristo, a quem perseguia, e a si mesmo. Passou o resto da vida a anunciar Jesus e o seu Evangelho.

Temos um exemplo bem próximo de nós no tempo. Madre Teresa de Calcutá era uma religiosa que trabalhava em um colégio católico. Certo dia, em um momento de oração, escutou Jesus que expressava o seu grande desejo de estar no coração dos pobres. Dizia: “Eu não posso ir só, eles não me conhecem. Seja a minha luz”. Este chamado tomou conta do ser de Madre Teresa. A partir daí orientou todas as suas forças para saciar esta sede de Jesus. A sua vida passou a girar em torno da Eucaristia e dos pobres. Vivia 24 horas para Jesus. Depois de receber a Jesus na Santa Comunhão, ia, às pressas, servir o Senhor nos pobres. Retornava para adorá-lo no Santíssimo Sacramento. Aquela palavra do Evangelho “foi a mim que o fizeste” se tornou o caminho e a razão de sua vida.

Quem não está enxertado em Cristo produz frutos segundo a sua natureza. São aqueles frutos que tanto mal fazem ao mundo que nos cerca: egoísmo, consumismo, narcisismo, vícios, drogas, violência… No Batismo fomos enxertados em Cristo para produzir os frutos que Ele produziu.

Por: Dom Wilson Tadeu Jönck, Arcebispo de Florianópolis

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