São 141 diáconos permanentes na Arquidiocese de Florianópolis. É um número expressivo,  mas muito mais importante é seu ministério e sua presença nas comunidades. A caminhada pastoral das paróquias é marcada fortemente e positivamente pela atividade dos diáconos.

No dia 10 de agosto os diáconos se reúnem, junto com familiares, para celebrar o seu dia. É festa de São Lourenço, padroeiro dos diáconos. Ele foi dos primeiros diáconos da igreja de Roma. Servia aos pobres, tinha-os na conta de verdadeiros tesouros da Igreja. Defendeu a fé com ousadia e foi martirizado.

A singularidade dos diáconos na Igreja é que são fortalecidos por dupla sacramentalidade, pelo sacramento do matrimônio e da ordem. Recebem o sacramento da ordem, não para o sacerdócio mas para o serviço. O serviço, aliás, define a identidade do diácono. A própria palavra “diaconia” significa serviço. Não é um serviço técnico, o diácono é “cheio do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6,3). A sua atividade é serviço da Palavra, da Caridade, e da Liturgia. Com os mesmos sentimentos de Cristo colocam-se a serviço da comunidade. Como o fermento são agentes de transformação na vida dos fieis.

O diácono, no seu apostolado, procura identificar-se com a diaconia de Cristo que passou pelo mundo fazendo o bem. Pelo fato de ser casado, serve à Igreja como apóstolo das famílias, é chamado a dar testemunho de Cristo no ambiente de trabalho profissional. Torna-se instrumento de evangelização em ambientes onde outros ministros não se fazem presentes.

Na festa de São Lourenço elevamos a Deus a oração de agradecimento pelo ministério dos diáconos entre nós. A nossa diocese e as comunidades não seriam as mesmas sem a presença e o testemunho dos diáconos. Pelo exercício da caridade pastoral “colocam-se a serviço uns dos outros” (Gl 5,13), exercem a mesma atividade missionária de Jesus. Parabéns pelo seu dia, e que o Espírito Santo os ilumine e seja a força na caminhada.

Por Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

Artigo publicado na edição de agosto de 2018 do Jornal da Arquidiocese, pág. 02.

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