img_desenho_mwA “ideologia de gênero” foi retirada do Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado (2014). O MEC volta a insistir e quer inserir esta perniciosa ideologia nos planos municipais e estaduais de educação. Quer que os Estados e Municípios apresentem “gênero” e “orientação sexual” nos planos de educação, como critérios para a implementação de políticas educacionais. Em muitos municípios, este processo está acontecendo sem a participação dos principais interessados, que são os pais e educadores.

As expressões “gênero” e “orientação sexual” são usadas para afirmar que o nascer “homem” ou “mulher” não é o que conta. De acordo com esta corrente ideológica, o ser humano nasce neutro e depois escolhe ser homem ou mulher. Não leva em conta as diferenças anatômicas e psicológicas do ser homem ou ser mulher, que o ser humano traz desde o nascimento.

Negar a biologia e a psicologia é negar a ciência. A escola deve ter compromisso com a verdade, favorecendo o conhecimento da realidade e não doutrinando as crianças e jovens com ideologias. O papel da educação é ajudar as jovens gerações a construir sua identidade sexual e não a desconstrução das características psicológicas e biológicas dos meninos e das meninas. Desta forma se busca “desconstruir” a família, o matrimônio, a maternidade e, por outro lado, fomentar um estilo de vida que incentiva todas as formas de experimentação sexual desde a infância.

Lanço um apelo aos vereadores de nossas cidades para que, ao aprovar o “Plano de Educação”, não permitam que esta nociva ideologia se faça presente para orientar a educação das nossas crianças. Peço que os pais de família acompanhem a tramitação deste projeto e se manifestem sobre a sua aprovação nas Câmaras de Vereadores. Lembremo-nos sempre do ensinamento da Sagrada Escritura: “Ele os criou homem e mulher” (Gn 1,27).

Por: Arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

3 Comments, RSS

  • Mario Luiz

    diz em:
    22 de julho de 2015 às 11:45

    Seria muito importante uma campanha de conscientização do povo para isto que será um golpe na estrutura da Família. As pastorais de famílias devem pautar esse assunto. Senhor arcebispo chame a atenção dos nossos padres para essa questão, por favor. É o pedido de um pai preocupado!

  • silvino angst, diac.

    diz em:
    9 de julho de 2015 às 22:20

    Em tempo muito oportuno, e com clareza, Dom Wilson orienta a todos, para que os vereadores nao aprovem materia nociva para formaçao das crianças e jovens e toda sociedade.

  • URUBATAN RAMOS

    diz em:
    9 de julho de 2015 às 07:56

    MUITO BOM MESMO DOM WILSON, TEMOS QUE MUDAR ESSA POLITICA DE PENSAMENTOS IMPOSTA POR ESSES GOVERNANTES QUE ESTÃO ACABANDO COM NOSSAS CRIANÇAS.

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