Sendo esta a primeira carta que temos de São Paulo, o escrito mais antigo o Novo Testamento, ela exprime todo o amor que o apóstolo nutre por essa sua filha, a comunidade de Tessalônica (1Ts 2,1-12.17- 19), e o seu ardor para que ela se apresente pura e sem mancha no “dia do Senhor”, isto é, na sua vinda (5,23). De fato, sobressaem no corpo dessa carta elogios à conduta dos tessalonicenses (1,2-10.13-16), embora devam “progredir ainda mais” cf. 4,1.10), a chamada de atenção para uma vida “casta”, longe das moralidades e da luxúria (4,1-8), para uma vida fraterna, como agrada ao Senhor (4,9-2); e ainda uma explicação sobre a sorte dos mortos que partem antes da vinda de Cristo (4,13-18), e do modo como devemos estar prontos para esse evento (5,1-11). Na conclusão dela, algumas últimas recomendações de vida comunitária (5,12-22), orações e despedida (vv. 23-28).

A fé no retorno de Cristo marca a vida dos cristãos desde a primeira geração. Mesmo que o Senhor tenha dito que ninguém sabe quando acontecerá, “nem os anjos no céu e nem o Filho, somente o Pai” (Mc 13,32),
pois esse “dia virá como um ladrão” (Mt 24,42-44, cf. 1Ts 5,1-3), devemos estar prontos e esperar vigilantes o Senhor chegar (1Ts 5,6). Após 20 anos da morte/ressurreição de Jesus, quando essa carta foi redigida, São Paulo ainda nutria a esperança de que a vinda aconteceria logo. Passados 20 séculos, a admoestação não se enfraqueceu, e devemos estar sempre “revestidos da couraça da fé e da caridade, e do capacete da esperança da salvação” (5,8), viver uma vida “santa, […] pois Deus não nos chamou para a impureza, mas sim, para a santidade” (4,3.7), e esperar o Senhor vivendo “a vida fraterna…, tranquila…, ocupados em nossos tarefas…, levando uma vida honrada…” (4,9-12).

E quando o Senhor voltar, o que será dos que morreram? Também eles participarão do Reino de Cristo? São Paulo atesta a fé cristã na ressurreição dos mortos: “Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia” (4,14). Os mortos ressuscitam primeiro e, juntos com os vivos que “lá estiverem», encontrar-se-ão com Cristo nos céus” (4,15-17).

A comunidade unida deve viver a vida de santidade: na disciplina, encorajamento, paciência, procurar o bem uns dos outros (5,14-15); buscar sempre a alegria, a oração, a ação de graças (5,16-18). Contemos com a bênção do apóstolo: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco” (5,28).

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