
Com informações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Nos dias 18,19 e 20 de setembro, na Casa Dom Luciano, em Brasília, o XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (ENAPE), em conjunto com o XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (ENER) que teve como tema: “Educar com o coração do Mestre: desenhando novos mapas de esperança”.
O encontro contou com a presença de Dom Gregório Paixão – arcebispo de Fortaleza (CE) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, Dom Francisco Agamenilton Damascena – bispo de Luziânia (GO) e Bispo Referencial para o Setor da Educação, Dom Dimas Lara Barbosa – Bispo de Campo Grande (MS) e Bispo Referencial para o Ensino Religioso e de diversos conferencistas, além de outros bispos, sacerdotes, diáconos, religiosas e leigos de todas as regiões do Brasil, totalizando cerca de 120 participantes.
Nesse ano, a Arquidiocese de Florianópolis foi representada pelo leigo e educador Eduardo Bugs Gonçalves, recentemente nomeado pelo arcebispo metropolitano, Dom Wilson Tadeu Jönck, para coordenar a Pastoral da Educação em nível arquidiocesano.
Um fato que marcou o evento foi o fato de que o ENAPE E ENER foram realizados conjuntamente. No caso do ENER, o encontro voltou a acontecer depois de 10 anos de pausa, reforçando a preocupação da Igreja em “ampliar a tenda”, chegar a novas realidades e evangelizar, no mundo da educação, a partir de novas inspirações do Espirito Santo.
Sobre o retorno do ENER neste ano, Maria Beatriz Leal da Silva, assessora do Setor Ensino religioso – CNBB, que ajudou a coordenar as atividades desenvolvidas no ENAPE/ENER destacou que: “A realização do XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (ENER) não apenas marca um reencontro há muito aguardado, mas configura-se como um momento histórico na trajetória do Ensino Religioso no Brasil. Após 28 anos – sendo o último ENER realizado em 1998 -, este novo encontro reacende a caminhada comum e renova horizontes. Assim, o XIII ENER se apresenta não somente como um espaço de encontro, mas como um verdadeiro ponto de partida para novos avanços, reafirmando o compromisso coletivo com um Ensino Religioso cada vez mais qualificado, significativo e transformador.” (OBS: fala retirada do site da CNBB)
A opção pela realização conjunta dos encontros selou o compromisso da CNBB de trabalhar a questão da sinodalidade e de uma pastoral orgânica, reforçando o esforço da Igreja em integrar cada vez mais as diferentes frentes da ação educativa, por meio de alguns eixos comuns, como a comunhão, a partilha de saberes, a presença na vida da sociedade e a atuação marcante no campo da educação.
Durante o encontro, houve o relançamento do Pacto Educativo Global, ocorrido na conclusão da Santa Missa celebrada na catedral de Brasília, tendo sido os representantes da Pastoral da Educação dos diferentes Regionais da CNBB enviados para fazer ecoar em seus estados a nova proposta trazida com a reedição do documento.
O Pacto está organizado em três capítulos, que contém os novos objetivos propostos aos educadores pelo Papa Leão: 1) Educar para vida interior; 2) Educar para um diálogo humano; e 3) Educar para Paz. O documento foi estruturado de forma a trazer inspirações bíblicas, estabelecer conexão com as diretrizes educacionais Bases Nacional Curricular Comum (BNCC), propostas pedagógicos e pastorais, quadro de atividades e projetos integrados.
Durante a missa, Dom Gregório Paixão relembrou aos presentes a importância dos três novos compromissos assumidos pelo Pacto Educativo Global. “Queremos somar forças com as instituições educativas, os governos e a sociedade como um todo, a fim de fortalecer um compromisso renovado com a educação. Acreditamos que educar é uma tarefa essencial para a construção de uma sociedade mais fraterna, solidária e capaz de promover a dignidade de cada pessoa”, afirmou em matéria publicada no site da CNBB.
Como fruto do encontro, todos os presentes assumiram a missão de levar para as suas arqui/dioceses aquilo que foi ouvido nas palestras feitas durante o evento e as conversas/partilhas realizadas para, a partir das experiências e particularidades de cada estado e regiões, repensarem a caminhada da Pastoral da Educação, com uma inspiração sinodal e que responda aos grandes anseios educacionais da atualidade, colocando em destaque professores, alunos e todos os membros das comunidades escolares, como sujeitos da ação de nossa pastoral.
