Papa Leão XIV publica primeira encíclica sobre os desafios da Inteligência Artificial

>
>
Papa Leão XIV publica primeira encíclica sobre os desafios da Inteligência Artificial

O Papa Leão XIV publicou, nesta segunda-feira (25), sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas. O documento aborda “a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial” e propõe uma reflexão sobre os impactos das novas tecnologias nas relações humanas e sociais.

A apresentação da encíclica ocorreu no Salão Sinodal, no Vaticano, com a presença do pontífice e de representantes da Cúria Romana. Participaram como oradores o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado; o cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé; e o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Acadêmicos convidados também apresentaram reflexões sobre o conteúdo do texto.

Escrita 135 anos após a encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, a Magnifica Humanitas dialoga com os desafios tecnológicos contemporâneos. Se, em 1891, a Igreja refletia sobre os impactos da Revolução Industrial, em 2026 o novo documento volta-se às transformações provocadas pela Inteligência Artificial.

Segundo o cardeal Parolin, “na era da Inteligência Artificial, salvaguardar a dignidade humana significa estar vigilante contra novas formas de desumanização e permanecer fiel à grandeza da humanidade”.

Confira o primeiro parágrafo da Magnifica Humanitas e leia o restante do documento no link oficial do Vaticano: Magnifica Humanitas

A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos. Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada. Sobre cada época, porém, paira o risco de construir um mundo desumano e mais injusto. Ali, onde a humanidade corre o perigo de perder a sua identidade, nós, cristãos, erguemos os olhos para o Deus feito carne, sabendo que «o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente». [1] Em Jesus Cristo, esta magnífica humanidade torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida, abrindo a cada um de nós a via para crescermos até à plenitude.”

PODCAST: UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA