
Após 20 anos da aprovação da Lei Maria da Penha, um grande marco na história do combate à violência contra as mulheres, percebe-se que pouca coisa avançou na sociedade neste sentido. A violência contra a mulher é uma chaga aberta em nossa sociedade, mesmo afirmando o óbvio, não há muito êxito na prevenção e punição da violência doméstica contra a mulher.
Os números comprovam a necessidade de avançar ainda mais na mudança cultural para estabelecer novas relações de respeito e igualdade entre homens e mulheres. No Brasil, 4 mulheres são mortas todos os dias, por razões da condição de sexo feminino, incluindo violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação de gênero.
Para enfrentar a violência contra as mulheres, a denúncia é um passo importante. A maioria das mulheres (71%) é agredida na frente de outras pessoas, 40% das testemunhas não oferece nenhum tipo de ajuda. Somente em 2025, 3,7 milhões de brasileiros sofreram violência doméstica, com um aumento de 17% nos julgamentos dos casos de feminicídios.
O Estado de Santa Catarina ocupa o 5º lugar no ranking nacional do número de tentativas de feminicídio. No ano de 2025, foram registrados 225 casos, foram mortas 52 mulheres em decorrência da violência doméstica e familiar.
A defesa e a promoção da vida são pilares balizadores de todo cristão. Atuar contra todas as formas de violência, sendo promotores da paz, imprime a identidade dos seguidores do Príncipe da Paz, Jesus Cristo. O Papa Francisco condenou a violência contra a mulher, afirmando que “ferir uma mulher é ultrajar Deus”. Neste mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, atuar em defesa da vida de todas as mulheres, buscando uma mudança cultural em nossa sociedade, é uma missão de todos os cristãos.
