Âmbula, cálice, sineta, manustérgio, patena. Essas palavrinhas de difícil pronúncia e significado já estão na ponta da língua da pequena Jéssica de Lima, 7 anos. Ela e mais 19 crianças e adolescentes são os novos coroinhas da igreja Matriz São Luís Gonzaga, devidamente enviados e abençoados para o serviço, durante a celebração deste sábado, 28 de agosto.

“O mais legal é a sineta. Mas também gosto do manustérgio, que é uma toalhinha. No curso de coroinhas aprendi todos os nomes dos objetos que o padre usa durante a missa”, conta a menina, com o entendimento de gente grande.

Mateus Baron de Souza, de 6 anos, também faz parte deste grupo. A inspiração para o serviço veio da irmã Ana Alice, que já é coroinha há três anos. “Eu gosto de vir na missa e agora vou servir com a minha irmã”, diz o menino, todo orgulhoso.

A idade mínima para ser coroinha é de seis anos, o que possibilita às crianças um envolvimento maior na Igreja, antes mesmo do início da catequese. Mas o serviço conta também com a participação cada vez maior de adolescentes e jovens. É o caso de Artur Sophiatti, 17 anos, que apesar de já ser acólito, reconhece a importância da formação. “Antes fazia conforme fui orientado. Agora conheço e entendo a simbologia de cada ritual”, destaca.

Serviço

O pároco, padre Diomar Romaniv, presidiu a missa de envio dos novos coroinhas. Para ele, o momento é de gratidão a Deus e aos pais, que motivam e incentivam seus filhos nas atividades da Igreja. “Esperamos que este grupo possa crescer e que as crianças e adolescentes assumam este lugar que já é deles, junto ao altar, ajudando o padre”, reforça.

Padre Diomar lembra que a presença de coroinhas durante as celebrações diminuiu significativamente por conta da pandemia da Covid-19. Mas, a expectativa é que, aos poucos, este serviço volte a chamar a atenção e o interesse das crianças.

“Para participar basta deixar o nome na secretaria paroquial. Mesmo as crianças que ainda não iniciaram a catequese são acolhidas a partir dos 6 anos. E os adolescentes contribuem em celebrações solenes, especialmente no manuseio do fogo, vela e incenso. Este trabalho também pode despertar novas vocações”, comenta o pároco.

A coordenadora da Pastoral dos Coroinhas, Sabrina Pereira, acredita que a presença de crianças possa inspirar novas participações. “Imagino que mais crianças tenham o interesse de servir. Muitas delas estão na missa com os pais e já podem exercitar esta vivência de comunidade através da pastoral”, afirma Sabrina, que coordena o trabalho ao lado do marido, João Guilherme.

Pandemia

Padre Diomar destaca que a matriz de risco da Covid-19, atualizada todas as semanas, classificou Brusque como risco alto de contágio da doença. Com isso, o acolhimento de pessoas durante as celebrações foi fixado em 70% da capacidade. Permanecem os cuidados de distanciamento social, uso obrigatório de máscara e higiene das mãos com álcool gel.

Mas, pela primeira vez desde março de 2020, o portão da escadaria, como as portas principais da igreja, voltaram a ser abertos neste sábado. Por fim, o momento da Comunhão também voltou a contar com a formação de filas. “O nosso zelo pela eucaristia tem grande importância”, reconhece padre Diomar.

Fonte: Ideia Comunicação

 

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