Você sabia que o patrono dos ecologistas catarinenses é um sacerdote católico? Saiba mais sobre um dos fi lhos mais ilustres de Santa Catarina.

Foto: Arquivo pessoal

A união entre ciência e fé ainda parece estranha para alguns, mas um catarinense fez história justamente por viver sua vocação nestes dois campos. Raulino Reitz (1919-1990) foi um presbítero da Arquidiocese de Florianópolis que dedicou a sua vida à ciência e à proteção do meio ambiente. Em 2019, celebramos o centenário de seu nascimento.

A maior parte de sua vida foi aplicada ao levantamento da flora catarinense. Seus trabalhos de pesquisa atingiram as áreas de Botânica, Zoologia, Genealogia e História. Sobre estes assuntos publicou 45 livros e 114 artigos científicos. Descobriu para a ciência cinco gêneros e 327 espécies novas de plantas. Coletou 30.073 plantas e emprestou seu nome a três gêneros novos e 59 espécies de plantas. Em 22 de junho de 1942, fundou o Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, com um acervo contendo 95% da flora catarinense.

O amor pela Casa Comum

Todo o conhecimento e experiência adquiridos nutriu em Pe. Raulino o amor pela Criação e a vontade de recuperar e proteger a natureza, muito antes da bandeira ecológica virar tendência.

Criou e implantou, em 1961, o Parque Botânico do Morro Baú, em Ilhota, com 750 hectares. Neste sentido, por meio de exposição e anteprojetos, participou diretamente da criação de diversas unidades de conservação catarinenses, como o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

Desempenhou os cargos de diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro de 1971 a 1975, um dos mais importantes do mundo. Também foi diretor da Fundação do Meio Ambiente (FATMA), atualmente chamada de Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina, de 1976 a 1983.

Entre vários prêmios recebidos por trabalhos em favor do meio ambiente recebeu o Prêmio Global 500, concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, no México, em 1990. Em Santa Catarina, é reconhecido como Patrono dos Ecologistas Catarinenses.

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