Após 14 anos em missão na jornalBahia, o Padre Jacob Archer, da Arquidiocese de Florianópolis, tem nova casa: Macapá

             José Jacob Archer nasceu em Brilhante, localidade que hoje pertence a cidade de  Itajaí, em 03 de julho de 1951. Os pais, Lino e Albertina, já são falecidos. Ele é o mais novo dos oito irmãos do primeiro casamento do pai. Aos 12 anos de idade foi para o seminário de Antônio Carlos. O então Arcebispo, Dom Afonso Niehues, ordenou Pe. José Jacob, no Santuário de Azambuja, em Brusque, quando tinha 27 anos de idade. Na ocasião também se ordenaram com ele, Dom Salm e Dom Luiz Carlos Eccel.

                Nestes 36 anos de vida sacerdotal, Pe. Jacob atuou como coadjutor na Paróquia em Biguaçu, organizador e pároco da Paróquia em Governador Celso Ramos e pároco da Paróquia de Leoberto Leal. A partir do ano de 1995 começou o trabalho como missionário na Bahia, num total de 14 anos em missão.

                No retorno, Pe. Jacob foi vigário em Porto Belo e, desde 2010, pároco na Paróquia de Bombinhas, litoral norte do Estado.

             jacob   Em dezembro de 2014, o incansável servo do Senhor deu o seu sim a um novo desafio. Recebeu o envio missionário e, no dia 10 de fevereiro, partiu em missão para a Diocese de Macapá, Amapá, região norte do país. Antes de embarcar, Pe. Jacob concedeu entrevista para o Jornal da Arquidiocese.

Jornal da Arquidiocese:Padre Jacob, o que o levou a pedir para partir em missão novamente?

Pe. Jacob: Desde criança, onde eu morava, em Brilhante, recebíamos visitas de missionários. Como padre sempre me lembrei da presença dos missionários. Além disso, o próprio apelo de Jesus Cristo que prega: “Ide por todo mundo pregar o Evangelho a todas as pessoas”. Por isso me despertou o desejo de ir para Bahia onde fiquei por 14 anos, primeiro na Diocese da Barra, depois na Diocese de Rui Barbosa, dentro do projeto Igrejas Irmãs.

Esse despertar também veio através do exemplo de outros padres da nossa Arquidiocese que foram para lá: padres Valdir Staeling, José Besen, Lúcio e Osmar Müller. Também devo lembrar o apelo do Papa Francisco que pede para que se dê uma atenção à Amazônia.

JA: O senhor conhece um pouco da realidade que vai enfrentar em Macapá?

PJ: Eu conhecia a Bahia, a Amazônia não. Depois que foi aprovada minha ida, me inteirei sobre a região através de conversas e leituras. Sei que é muito grande. A Diocese de Macapá, que abriga todo estado do Amapá, tem 151 mil quilômetros quadrados.

Uma das propostas de Dom Pedro Conti é que eu conheça uma paróquia de dois municípios que fazem divisa com a Guiana Francesa: Amapá e Calçoene, no extremo norte do Brasil.

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JA: Pe. Jacob, qual a sua expectativa para este novo tempo em sua vida?

PJ: Meu coração está batendo normal (risos). Por isso escolhi como lema sacerdotal o Salmo 118: “comigo está o Senhor, nada temo”. A expectativa é  me adaptar à realidade do povo, conhecer aos poucos e levar a mensagem de Jesus Cristo.

Há três semanas, no Evangelho de Marcos, Jesus curava os doentes e depois dizia aos apóstolos: “Vamos para as aldeias e para as redondezas da cidade, porque aí também devo anunciar o Evangelho”. (Neste momento se emociona e as lágrimas pausam a fala do Pe. Jacob)

Esse choro não é de medo e sim de emoção. Tem muitos povos em que faltam evangelizadores. Sempre me emocionei com isso. Também a nossa diocese poderia agarrar mais essa missionariedade. São poucos que querem ir em missão. Nossa diocese tem cerca de 200 padres, lá deve ter uns 18.

JA: Você gostaria de deixar algum recado para quem deseja partir em missão?

PJ: Que possam colocar como meta a evangelização desses lugares além-fronteiras, mesmo no Brasil. Sabemos que tem missão aqui também, mas se conseguem leigos, diáconos e outros. Vou em nome da Arquidiocese e não em meu nome. Muitos disseram que eu não deveria ir por conta da idade (63 anos). Talvez não seja a idade de ir para lá, mas quantos missionários com mais idade do que eu estão em missão? O apelo da Igreja é muito grande. Estamos unidos com a Arquidiocese e pedimos a oração de todos.

Diocese de Macapá – Amapá

                A Diocese de Macapá é a única do Estado do Amapá, com 27 paróquias. Pertence à Província Eclesiástica de Belém do Pará e ao Conselho Episcopal Regional Norte II, da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB).

Desde 2005 tem como bispo o italiano, Dom Pedro José Conti.

Atualmente, Pe. Jacob está na Paroquia do Divino Espírito Santo, no município de Amapá, distante 302 km de Macapá.

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