A missão em Guiné-Bissau quer responder à ordem de Jesus “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura!”(Mc 16,15). A missão é de 360 graus: A missão começa dentro de casa, estende-se pela paróquia, abrange o país, busca os novos areópagos e vai além fronteiras da própria nação. A Arquidiocese de Florianópolis, marca presença de uma maneira muito especial através da ação de seus missionários em Guiné-Bissau. É uma comunhão entre a Arquidiocese de Florianópolis e a Diocese de Bafatá.  Na  Missão de Tite o povo ainda vive no primeiro anúncio de Jesus Cristo. Aqui os cristãos católicos e evangélicos batizados, juntos, não chegam à 3% da população. Mais de 90 %  é mulçumano ou da religião tradicional africana.

Em uma única missão que equivale à uma paróquia,  eu estou com a  Comunidade Divino Oleiro.  Nossa ocupação é o primeiro anúncio, ou seja, ir às comunidades e falar-lhes de Jesus Cristo. Mas nosso tempo e economia são gastos sobretudo no serviço social de saúde e de educação.  Com o dinheiro que vem do Brasil, mantemos projeto social “Educação Infantil Rural”. São seis comunidades rurais com escolas, sendo que em cinco delas tem jardim infantil e pré-escola. No ano passado tivemos 510 alunos. A maioria dos alunos tem entre  três  e sete anos de idade. É-lhes garantido o lanche escolar, que, nesta região torna-se muito importante pois para muitas crianças esta é a única refeição consistente do dia.  O projeto não está seguro devido ao aspecto econômico, porque necessitamos de ajuda econômica continuada, além do envolvimento da comunidade.

Meu esforço missionário hoje é que a missão além fronteiras, aqui em Guiné-Bissau ou em algum outro país, seja assumida diretamente pela Arquidiocese de Florianópolis, com todas suas paróquias, movimentos e pastorais. Atualmente quem vem para Guiné-Bissau é apoiado e enviado pela Arquidiocese. Logo, é um trabalho assumido por quem vem. Não há previsão de continuidade, mas se a arquidiocese assumir o compromisso a continuidade da missão é garantida.

Possamos ter presente que a missão assumida em todos os seus âmbitos é fruto da maturidade evangélica da Igreja Particular, ou seja, da Arquidiocese.

Neste mês missionário que cada um de nós faça sua parte para atender o envio de Jesus para a  missão que é de 360 graus, onde nenhum lugar ou ambiente deve ser esquecido. Que Deus abençoe com uma graça especial você, Leitor, que está concluindo esta leitura. Um abraço.

Sinto-me unido à Arquidiocese de Florianópolis e feliz na missão em Guiné-Bissau onde estou por doze anos. Gostaria que mais pessoas fizessem esta experiência.

Por Pe. Lúcio Espíndola Santos
Missionário da Arquidiocese de Florianópolis
Associado ao Instituto Missionário PIME, em Guiné-Bissau

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