Lectio (leitura)

E disse Jesus a seus discípulos: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,14-15).

Meditatio (meditação)

Na véspera de sua paixão, Jesus se reúne com seus discípulos e celebra com eles a Última Ceia. Ele vive intensamente a sua passagem deste mundo para o Pai (cf. Jo 13,1a). No Evangelho de João, Jesus se apresenta como servidor da humanidade. No gesto concreto de lavar os pés de seus discípulos, Cristo, humilde e pobre, quer mostrar aos seus que aquele que ama coloca-se a serviço. Em Jesus, o amor é traduzido em serviço e doação plena de si mesmo aos outros. Ser mestre e senhor, para Jesus, não significa adquirir uma postura privilegiada, mas assumir uma atitude de serviço e amor. Ele nos deixou o exemplo para que façamos a mesma coisa.

Oratio (oração)

“Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, quebrastes os grilhões da escravidão!” (Salmo 115,16).

Contemplatio (contemplação)

Contemplemos o exemplo de amor e humildade deixado por Jesus na Última Ceia, quando Ele mesmo, Senhor e Servo, lavou os pés feridos da humanidade sofredora, simbolizada em seus discípulos.

Missio (missão)

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1b). Jesus nos deixou como herança o mandamento do amor. Amar como Ele nos amou é a nossa grande tarefa. O amor tem sua origem primeira em Deus mesmo, porque Deus é amor (1Jo 4,8). Amar é sempre uma decisão pessoal, uma escolha concreta e livre. O amor brota de um coração disponível e servidor. No ato de entrega e doação, o amor assume sua verdadeira face e plenitude. Empenhemo-nos, pois, na prática sincera do amor, tendo a certeza de que “aquele que permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele” (1Jo 4,16).

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 221 do Jornal da Arquidiocese

Março de 2016

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