Lectio (leitura)

“Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo” (At 2,1-4a).

 

Meditatio (meditação)

Os Apóstolos reunidos no cenáculo com Maria, as mulheres e os irmãos em Cristo recebem o dom do Espírito Santo. Prometido pelo Senhor Jesus, o Espírito desce solenemente sobre a comunidade cristã nascente no dia em que os judeus celebravam a festa de Pentecostes. Manifestando-se na fluidez do vento e do fogo, o Espírito Santo, livre e dinâmico, comunica a vida nova do Ressuscitado no coração e na missão dos discípulos e discípulas. O Espírito que falou por meio dos profetas inspira os fiéis à prática da fé, da esperança e do amor, com seus dons e carismas abundantes.

 

Oratio (oração)

“Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos setes dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde!” (Sequência de Pentecostes).

 

Contemplatio (contemplação)

O Espírito Santo, hóspede de nossas almas, é quem nos impulsiona à contemplação dos mistérios divinos. Deixemo-nos guiar pelo Espírito do Amor, que renova constantemente a face da terra (Sl 103,30).

 

Missio (missão)

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). Cristo Ressuscitado, ao enviar seus discípulos, comunica-lhes o sopro renovador do Espírito Santo. Cheios da força do Espírito, eles constituem uma Igreja em saída, uma Igreja em estado permanente de missão. A cada um de nós é também dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (1Cor 12,7). Na diversidade de dons, ministérios, atividades e carismas suscitados pelo mesmo e único Espírito, Deus realiza tudo em todos (1Cor 12,4-6). Como membros deste Corpo animado pelo Sofro de Vida, empenhemo-nos na construção de um mundo mais fraterno e humano, em que o amor possa garantir a unidade perfeita na diversidade dos costumes.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva

Artigo publicado na edição nº 223 do Jornal da Arquidiocese

Maio de 2016

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