Lectio: “Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1,14).

Meditatio: Após o retorno de Jesus ao Pai, os apóstolos e as mulheres se reuniram em Jerusalém, na casa onde costumavam ficar. Esta pequena comunidade de discípulos e discípulas do Senhor esperam, com perseverantes orações, a vinda do Espírito Santo. O livro dos Atos dos Apóstolos destaca, neste episódio, a presença de Maria. Ela está unida à Igreja nascente na qualidade de “mãe de Jesus”. Maria está gestando a Igreja, por obra do Espírito Santo, assim como gerou Cristo em seu ventre, pela ação do mesmo Espírito. Membro especial da Igreja, Maria iniciou sua missão materna no cenáculo, rezando com os discípulos.

Oratio: “Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe” (Sl 130,2).

Contemplatio: Contemplemos, no Espírito Santo, este grandioso mistério que Deus nos reservou: o dom da maternidade eclesial de Maria.

Missio: A Virgem que, junto à cruz (cf. Jo 19,25-27), acolheu de seu Filho a missão de ser mãe do discípulo amado, assume, por obra do Espírito, sua maternidade espiritual. Na imagem do discípulo amado está cada um de nós, seguidores e seguidoras do Cristo Jesus. A mãe dos membros de Cristo gera, no coração, filhos e filhas para Deus, com seu testemunho de amor, esperança e fé. Maria é mãe solícita que nos ampara sempre em seu regaço acolhedor. O Papa Francisco estabeleceu recentemente a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória será sempre celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes, para promover entre os cristãos o sentido materno da Igreja. Acolhendo, como o discípulo amado, Maria em nossas casas, queremos mostrar ao mundo o rosto mariano da Igreja. A maternidade espiritual de Maria é oportunidade para nos tornarmos ainda mais uma Igreja mãe, acolhedora, geradora e defensora da vida.

Por Pe. Wellington Cristiano da Silva
Artigo publicado na edição de maio/2018, nº 245, do Jornal da Arquidiocese, página 08.

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