É bom que se diga que o católico não adora os santos. Mas tem uma grande admiração por eles. Presta culto de veneração por eles. Afinal, o que há de tão especial na vida do santo? O que o torna diferente e digno de admiração é o fato de manifestar a presença de Deus. O santo não realiza milagres. Os atos extraordinários encontrados em sua vida são ações do próprio Deus. Quando veneramos o santo prestamos um culto de adoração a Deus que se faz presente e ativo na pessoa do santo.

 Uma pessoa, que através de sua vida, torna perceptível a presença de Deus, exerce uma influência benéfica sobre os que vivem ao seu redor. São geralmente discretas, mas muito procuradas para tratar de assuntos de importância na vida, sobretudo, dificuldades e sofrimentos. A presença de Deus sempre congrega, faz a pessoa sentir-se bem no mais profundo de si mesma. Diante de Deus, a pessoa acaba entrando em contado com a sua verdade. E como está no Evangelho: “a verdade liberta”.

Os santos continuam a manifestar a presença de Deus mesmo depois da morte. Em Cristo estamos todos unidos, nós os vivos e também os que já morreram. É a comunhão dos santos. Nós podemos pedir a intercessão deles. Aqueles que vivem a união definitiva com Deus intercedem por nós que buscamos o mesmo caminho.

 Todo cristão é chamado a ser santo. É sua vocação primordial. Todos nós somos vocacionados a manifestar a presença de Deus através da vida e do testemunho. O Espírito Santo que Cristo nos deixou realiza a obra de santidade em nós. Os santos constroem a comunidade e colaboram de forma eficaz com a transformação do mundo.

 No primeiro domingo de novembro, a Igreja celebra a Festa de Todos os Santos. É o momento de manifestarmos nosso agradecimento por tantos modelos de vida. Por outro lado, é uma oportunidade de tomarmos de novo consciência de nossa vocação à santidade.

Por: Dom Wilson Tadeu Jönck, Arcebispo de Florianópolis

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