coroinhas - limeira 2A presença de coroinhas nas celebrações litúrgicas da Igreja vem de longa tradição. O novo na Arquidiocese foi a criação de uma Pastoral de Coroinhas, por iniciativa da Irmã Clea Fuck, da Congregação da Divina Providência. Em 1993, iniciou na Paróquia São Sebastião, em Tijucas, com o apoio do então pároco, Pe. Pedro Luiz Azevedo, um primeiro grupo de coroinhas, meninos e meninas. Hoje, a Pastoral realiza encontros anuais de coroinhas, por foranias. “Uma nova semente que brotou na Arquidiocese, na passagem para o novo milênio”, afirma Ir. Clea.

Coroinhas são meninos e meninas, adolescentes e jovens, que servem ao altar, no presbitério, também chamado coro. Daí o nome de “coroinhas”. Sua função específica consiste em servir o presidente da celebração, em determinados momentos do rito sagrado.

“A Pastoral dos Coroinhas está no meio de duas pastorais imprescindíveis na vida da Igreja: a Pastoral Litúrgica e a Pastoral Vocacional”, explica Ir. Clea, que acrescenta: “é um terreno propício para uma vocação sacerdotal e religiosa”. Mas, ela ainda frisa: “ser coroinha não significa que é para ser padre ou freira; é para ser coroinha”.

O seminarista Saymon Alves Meyer, 20, despertou para a vocação sacerdotal quando começou a ser coroinha, aos quatro anos de idade, em Anitápolis. “Minha avó fez uma túnica para mim, o padre deixava eu usá-la e eu o acompanhava em algumas comunidades”, conta Saymon. Em 2003, quando Pe. Lúcio Santos assumiu a paróquia de Anitápolis, criou um grupo de coroinhas, no qual o jovem se engajou, até os 14 anos. “Viver nesse meio, ajudar os padres, ver o exemplo de vida do Pe. Lúcio, sua vida de oração, me impulsionou ainda mais a entrar no seminário, em 2011”.

A Arquidiocese conta hoje com aproximadamente 3.675 coroinhas. Destes, 2.166 são meninas e 1.278 meninos.

Matéria publicada na edição de abril de 2016, do Jornal da Arquidiocese, página 09.

Seu endereço de email não será publicado. Os campos marcados com * são obrigatórios

*