Localizada em Itajaí Centro Terapêutico São Lourenço precisa de ajuda para continuar a missão do resgate e reabilitação de dependentes químicos sempre visando a proteção social, emancipação e a prevenção de situações de risco.

Arquivo: ASA

A palavra diácono surgiu do grego diáconos, que significa “atendente” ou “servente”. De acordo com a doutrina da Igreja, o diácono católico é o servo de Deus que espalha a sua Palavra e ajuda a construir o seu reino junto aos fiéis na terra. Ao partir dessa primícias de estar a serviço, diáconos da Forania de Itajaí começaram o Centro Terapêutico São Lourenço, depois da aprovação do Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, SCJ.  “O centro da vida diaconal é a caridade, é estar ao lado daqueles que precisam de nossa ajuda. Ficamos alegres em ver um grupo de diáconos arregaçarem as mangas e executarem essa obra com entusiasmo e alegria, sabendo que estão realizando a sua vocação, através dessa obra”, destacou o Arcebispo na Missa de inauguração, em outubro de 2015.

“Há cinco anos, nosso Arcebispo Dom Wilson fez um convite a nós, diáconos, para que pensássemos em uma forma de se envolver mais com o social”, relata o diácono Juarez Carlos Blanger, presidente da Centro Terapêutico São Lourenço. Ele conta que logo brotou no coração, o desejo de começar uma comunidade terapêutica. “Eu participava do projeto Kombi da Sopa, junto à Paroquia São Vicente de Paulo, em Itajaí. E foi lá que conheci diferentes realidades de pessoas adictas. Conversei com os diáconos da Forania, pensamos, planejamos e levamos o projeto a Dom Wilson, que se alegrou muito com esse passo”, explica o Diácono Juarez Carlos Blanger.

E assim, passo a passo, nasceu a Associação São Lourenço, que no dia 11 outubro deste ano completa cinco anos de fundação. Recebe este nome em homenagem ao padroeiro dos diáconos, São Lourenço. 

A missão

Promover programas de acolhimento a pessoas do sexo masculino com transtorno decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas (SPA), disponibilizando espaços adequados, semelhante à residência, para o acolhimento e acompanhamento tanto dos usuários quanto de seus familiares diretamente envolvidos, cujos objetivos gerais são a promoção de uma vida sustentável, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, visando à garantia da privacidade dos usuários, respeitando seus costumes, suas tradições, a questão da raça/etnias, cor, crença, gênero e orientação sexual. Fornecendo assistência biopsicosocial, alojamentos, alimentação, supervisão e escuta qualificada.

O funcionamento/ Metodologia

A metodologia de trabalho baseia-se no acolhimento e atendimento, reintegração social e familiar, formação e capacitação em atividades de geração de renda, por uma equipe multidisciplinar trabalhando de forma transdisciplinar, visando oferecer um programa personalizado, integral e sistêmico familiar (plano de atendimento individual – PTI).

Atualmente atende 21 residentes, de 18 a 59 anos, com algum tipo de dependência, e conta com três espaços:

Centro de tratamento – bairro Brilhante II (Unidade de desintoxicação e Residência)

A Unidade de Desintoxicação antecede a vivência do programa terapêutico de residência, não significando que a passagem do residente para o programa seja automática. O residente no final do período de UD será novamente avaliado pela equipe técnica, que irá fazer os encaminhamentos para o programa de residência terapêutica ou para outras unidades da Obra, ou ainda outros serviços. O período de permanência nesta fase varia de trinta a noventa dias.

A residência é um espaço criado e desenvolvido para vivência do programa de três fases, independentes ou complementares, conforme avaliação da equipe técnica e o plano de tratamento individual (PTI) de cada residente, ou seja, um processo de residência terapêutica que varia de três a nove meses, com plano de tratamento personalizado, sistêmico familiar e vivência de grupo. O período de permanência nesta fase varia de nove a doze meses.

Núcleo de Convivência – bairro Itaipava

São residências terapêuticas urbanas assistidas com o objetivo de reintegração social e familiar, ou seja, reinserir o residente ao convívio social, familiar e profissional, com acompanhamento e direcionamento conforme as suas necessidades, potencialidades e desejos, ressignificando sua atuação no meio onde vivem, tendo em vista o encaminhamento para o mercado de trabalho, rede pública de ensino para conclusão do ensino fundamento, médio e superior. Também nesta fase do processo os residentes e sistema familiar são encaminhados para cursos de formação, capacitação e oficinas de geração de renda com objetivo de qualificação para o mercado de trabalho.

Centro de convivência – bairro São Vicente.

Na casa doada pelas religiosas do Colégio São José funciona o administrativo, o primeiro acolhimento, que é a triagem, e onde recebem as doações. Ali ainda está sendo preparado um espaço para realizar um bazar permanente, que já recebeu o apoio da Ação Social Arquidiocesana (ASA), através da doação de muitas roupas de outros bazares solidários.

Segundo a consultora da casa, Ana Vargas, o programa da obra é diferenciado, pois busca trabalhar o ser indivíduo pessoalmente, mas pensando também em como estruturar a família. “Temos residente que em sete meses consegue ganhar alta, outros requerem mais tempo, por isso que nosso tratamento é individual. Entendemos que é necessário tratar as doenças associadas, se não for assim, cerca de 90% dos casos tem recaída”, afirma Ana Vargas.

Outro diferencial da obra São Lourenço é a Unidade de Desintoxicação. “Ao chegar à casa, o adicto fica nessa ala, junto à enfermagem, o tempo que precisa. Alguns permanecem mais no processo de desintoxicação, outros, por exemplo, 01 mês já é o suficiente”, conta a assistente social, Bianca Reimão Curraladas.

O responsável técnico da enfermagem, Edinei Sborz, disse que a unidade de enfermagem funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana: “Diariamente conversamos com cada residente, perguntamos como foi a noite, se está tendo alguma reação aos medicamentos. Logo depois, administramos o medicamento do seu tratamento”, confirma Edinei.

A prefeitura

Na última semana de julho, o Secretário de Saúde do Município de Itajaí, Emerson Duarte, esteve na comunidade para ouvir as necessidades e estreitar os laços com a unidade básica de saúde do Brilhante Na reunião foram verificados encaminhamentos para especialistas, fluxo para recebimento de medicações, insumos e etc.  

A Instituição também tem parceria com o Munícipio por meio da Secretaria de Assistência Social, a qual subsidia financeiramente 12 vagas.

As despesas mensais

O Centro Terapêutico São Lourenço tem uma necessidade financeira mensal de aproximadamente R$ 35 mil (trinta e cinco mil reais).

Conta com 12 profissionais (Psiquiatra, Enfermeiros, Educadores Sociais, Assistente social, Psicólogas, Auxiliar Administrativo, Motorista e Cozinheira) e voluntários e parceiros.

Seis paróquias da Forania de Itajaí também colaboram, além de outras doações espontâneas.

Como ajudar a ASSOCIAÇÃO SÃO LOURENÇO
Você pode colaborar com a adesão através da conta de luz ou depósito bancário, na seguinte conta:
Caixa econômica federal – 104
Agência:
1868
Conta: 4437-4
Operação: 003                                                                                             
Mais informações: (47) 99607-3195, com diácono Juarez Carlos Blanger.

Informações e fotos: Ação Social Arquidiocesana (ASA)

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