ressuscitado iconeNo amanhecer daquele dia já se inaugurava um novo tempo. Porém, os discípulos nem imaginavam que o tempo da graça começara e, pelo contrário, ficaram tensos quando Maria Madalena entrou no local onde estavam para dizer que o corpo de Jesus não se encontrava mais no sepulcro.

Madalena, após ter ido contar a Pedro o que tinha acontecido, retornou para onde haviam sepultado Jesus, e preferiu ficar ali, apenas chorando. Parecia que não lhe haviam esgotado as lágrimas, três dias antes, durante o caminho do calvário. Mas a cena não termina aí. Jesus, surpreendentemente, aparece e pergunta a ela: “Mulher, por que choras?”. E ao dizer seu nome, Madalena então reconhece o Cristo.

Aleluia! Jesus Ressuscitou, bem-vindos ao Tempo Pascal. Durante os próximos 50 dias, o Filho de Deus faz diversas aparições aos discípulos. Como, por exemplo, a marcante caminhada com os dois que voltavam de Jerusalém a Emaús. Mesmo tendo ouvido falar da Ressurreição, eles não se deixaram envolver pela alegria da vitória de Cristo. Tiveram que esperar o “partir do pão”, que o Senhor fez diante de seus olhos, para então acreditar.

A alegria é, portanto, o carro-chefe desse período pascal, como explica o Pe. Siro de Oliveira, “porque a vida venceu a morte. Cristo mostrou que a morte não é o fim, mas é apenas a passagem para uma nova vida. Por isso, para aqueles que acreditam, essa deve ser a grande alegria”.

Mas Jesus, em seu corpo glorioso, tinha que retornar à casa do Pai. Claro que os discípulos não queriam que Ele fosse embora, mas Jesus insistia – como descrito em João 16 – “se eu não for, o Paráclito não virá”.

E por que Jesus tinha que ir para que viesse o Paráclito? “Porque a vinda do Espírito Santo está relacionada com a glorificação definitiva de Jesus pela sua ascenção”, explica Pe. Valter Goedert. “Por essa glorificação, Jesus torna-se o Senhor para a glória de Deus Pai”, enfatiza.

Mesmo Cristo tendo prometido que não os deixaria sozinhos, ainda assim, eles ficaram com medo. Trancados dentro do cenáculo, no dia de Pentecostes, foram surpreendidos por um ruído e, em seguida, pelas línguas de fogo que repousaram sobre cada um deles. “Neste dia, ocorre a manifestação plena do Espírito Santo sobre os apóstolos e toda a Igreja”, observa Pe. Valter.

Dali por diante, o povo de Deus toma vida e vigor, conduzidos pelo “Espírito Santo que é o princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das partes do Corpo de Cristo, que é a Igreja”, conclui o sacerdote. A partir disso, viver Pentecostes passa a ser o caminho de uma Igreja alegre anunciante do mistério da morte e ressurreição de seu Senhor.

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