O Projeto Rios busca a participação social na conservação dos rios e mananciais, acompanhando os objetivos apresentados na Década da Educação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Ele foi lançado inicialmente na Catalunha na Espanha pela “Associació Habitats para Projecte RIUS Catalunya”, em 1997. Desde então é um sucesso na mobilização das comunidades. Hoje com 20 anos de experiência, desenvolve suas atividades de voluntariado dividido em mil grupos, de cinco comunidades.

Este modelo foi implementado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) estendendo a rede do projeto ao território português em 2006. A proposta é inovadora no sentido de criar um “voluntariado ambiental”. Estas comunidades, de forma organizada, implementam projetos no âmbito da responsabilidade socioambiental, da gestão dos recursos naturais, dos resíduos e da biodiversidade relacionadas à gestão da água.

Hoje, em Portugal, participam do projeto diversas entidades e instituições, desde câmaras municipais até escolas, associações, organizações não-governamentais, institutos e centros de pesquisa. Em muitos locais, empresas também participam do projeto, dando base inclusive a investimentos nas áreas de pesquisa e extensão.

O resultado do projeto em Portugal não deixa dúvidas do seu potencial: 310 grupos inscritos em 100 municípios, com 155 km de rios adotados; cerca de 8,5 mil participantes e mais de 45 mil pessoas envolvidas em atividades; 600 professores; 340 monitores do Projeto e 20 cursos de formação.

As atividades podem ser saídas de campo, formação de novos monitores, ações de limpeza e conservação diretamente nos rios, conscientização de crianças e jovens, enfim, várias linhas de trabalho e propostas. Tudo isso envolvendo as comunidades num debate coletivo de defesa da vida, à luz dos objetivos e propostas já apresentadas pela Igreja nas Campanhas da Fraternidade e na Encíclica Laudao Si, do Papa Francisco.

Por: Fernando Anísio Batista

Nota publicada na edição de novembro de 2017, do Jornal da Arquidiocese, página 05.

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