A Campanha da Fraternidade de 2017 apresentou propostas concretas para a efetivação de um compromisso maior de cada pessoa com a vida no planeta, a partir da convivência com os biomas.

Neste tempo de férias e de revisão de vida, somos convidados a incorporar novos hábitos que revelam relações mais harmoniosas do ser humano consigo mesmo, com seus semelhantes e com a natureza.

Há dez anos foram incorporados nas constituições do Equador e da Bolívia os Direitos da Natureza como prática do bem viver. Este foi um feito inédito no mundo, que resgatou na cultura indígena uma visão integral de relação com a mãe terra (pachamama).

O bem viver é fundamental para entender o que o Papa Francisco chama de Ecologia Integral na Encíclica Ladauto Sì. O bem viver apresenta uma visão de economia que permite a satisfação das necessidades básicas das pessoas e estender a todos os seres humanos a oportunidade de satisfazer suas aspirações para uma vida melhor.

O conceito fundamental é: crescimento permanente é impossível. O lema é “melhor com menos”. Preferível crescer pouco, mas bem, a crescer muito, porém, mal.

No bem viver não há que desenvolver a pessoa, é a pessoa que deve se desenvolver. Para tanto, qualquer pessoa tem que ter as mesmas possibilidades de escolha, ainda que não tenha os mesmos meios.

Algumas práticas cotidianas ajudam a incorporar uma relação diferente com a Casa Comum:

  • Contemplação da natureza: “Sua cabeça está onde está seu coração”. Para isso, é necessário usar os pés, mãos e cabeça até chegar ao coração. Quanto mais contemplo a natureza, mais amo a obra de Deus.
  • Transporte: Valorizar a produção e o comércio local, as chamadas “iniciativas zero quilômetro”. É uma forma inteligente de preservar a criação. Nas férias também é tempo de substituir o carro por caminhadas e passeios de bicicleta.
  • Energia: Realizar hábitos saudáveis ajudam na economia de energia elétrica, entre eles, a utilização de escadas ao invés do elevador, a luz solar no lugar da luz elétrica, o ar natural no lugar do ar condicionado.
  • Lixo: O descarte correto do lixo é fundamental. Os orgânicos (restos de comida e cascas) podem se tornar adubos com a compostagem. Os recicláveis devem ser destinados para a coleta seletiva ou entregues em cooperativas de reciclagem. E as pilhas e óleos de cozinha entregues nos PEV (Pontos de Entrega Voluntária). Tudo isso contribui para a diminuição da agressão ao meio ambiente.

 

Por: Por Fernando Anísio Batista

Matéria publicada na Revista de Verão 2018, página 17. 

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