13º Plano de Pastoral – 2012-2022

 “A vida em comunidade é essencial à vocação cristã. O discipulado e a missão sempre supõem a pertença a uma comunidade. Deus não quis salvar-nos isoladamente, mas formando um povo. Este é um aspecto que distingue a experiência da vocação cristã de um simples sentimento religioso individual. Por isso, a experiência de fé é sempre vivida em uma Igreja Particular” (DAp, 164).

 “Jesus está presente em meio a uma comunidade viva na fé e no amor fraterno. Aí Ele cumpre sua promessa: ‘Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles’ (Mt 18,20). Ele está em todos os discípulos que procuram fazer sua a existência de Jesus, e viver sua própria vida escondida na vida de Cristo (Cl 3,3). Eles experimentam a força da ressurreição de Cristo até se identificar com Ele: ‘Já não sou eu, mas é Cristo que vive em mim’” (Gl 2, 20) (DAp, 256).

 “Seguindo o exemplo da primeira comunidade cristã (At 2,46-47), a comunidade paroquial se reúne para partir o pão da Palavra e da Eucaristia e perseverar na catequese, na vida sacramental e na prática da caridade” (DAp, 175).

A Igreja-comunhão se constrói como rede de comunidades, onde haja uma integração entre todos, formando um corpo articulado. Para acontecer a renovação da Igreja será necessário renovar a formação do clero e dos agentes de pastoral, bem como rever as estruturas pastorais. “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de conservação para uma pastoral decididamente missionária” (DAp, 370), favorecendo o encontro com Jesus Cristo, mediante diversos métodos da evangelização que se transformam em comunidade de comunidades evangelizadas e missionárias.

Em nossa Arquidiocese, é urgente: 1) “Repensar” a paróquia: pois não responde mais às exigências fundamentais da experiência humana de vida comunitária. Tecer uma Igreja como rede de pequenas comunidades, procurando superar a massificação e o emocionalismo dos encontros religiosos e da piedade popular. Revitalizar e expandir as Comunidades Eclesiais de Base, os Grupos Bíblicos em Família, favorecendo o mútuo conhecimento, o convívio fraterno e solidário; 2) “Setorizar” as paróquias em pequenas comunidades: A sensibilidade pastoral deve investir em pequenas comunidades com laços de vizinhança, amizade, grupos de convivência… Desenvolver atitudes de respeito, diálogo e iniciativas de cooperação com outras igrejas/religiões existentes em nossas cidades. Para isso, muito ajudam os Grupos Bíblicos em Família e as comunidades eclesiais de base.

Saiba Mais

Palestra – Documento 100 da CNBB – Por Pe. Francisco Wloch
Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2015 – 2019)

É preciso vivermos na comunidade o serviço à vida, ser voz profética e testemunho de justiça, paz, fraternidade e solidariedade, para anunciar Jesus Cristo como “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), numa sociedade injusta e excludente.

É preciso fortalecer os trabalhos nas bases, nos três âmbitos da evangelização, que orientam a ação pastoral em “um único processo”: ser pessoa que vive na comunidade e a partir daí formar uma sociedade justa e solidária.

O Documento de Aparecida nos lembra que “entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos e missionários de Jesus Cristo, sobressaem as Paróquias. São células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casa e escola de comunhão” (DAp, 170).

“O discípulo missionário de Jesus Cristo faz parte do Povo de Deus (1Pd 2,9-10; LG, 9) e necessariamente vive sua fé em comunidade. ‘A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja, que deve refletir a Santíssima Trindade’. Sem vida em comunidade, não há como efetivamente viver a proposta cristã, isto é, o Reino de Deus” (DGAEIB, 2011-2015, 56).

Veja também:

Formação Permanente (vídeo)
Igreja, casa da iniciação à vida cristã (vídeo)
Igreja, a serviço da vida plena para todos (vídeo)

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