13º Plano de Pastoral – 2012-2022

O documento de Aparecida nos apresenta uma grande preocupação frente a tantos cristãos batizados, mas pouco evangelizados. “Temos altas porcentagens de católicos sem a consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com identidade cristã fraca e vulnerável” (DAp, 286).

E diz mais: “Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para segui-lo, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora” (DAp, 287).

Se a Igreja é a casa da iniciação à vida cristã, ela precisa preocupar-se para que haja um entendimento e conhecimento de forma conjunta sobre o processo da educação da fé, como algo permanente, gradativo, sistemático e comunitário. A iniciação à vida cristã não pode ser uma catequese ocasional, em vista apenas dos sacramentos, mas implica em um itinerário de fé permanente.

Para isto, necessita-se cultivar a amizade com Cristo na oração, no amor à Palavra de Deus, no apreço pela celebração litúrgica, na experiência comunitária, no compromisso apostólico mediante um permanente serviço aos demais (DAp, 299). Em resumo, a vivência da fé supõe o múnus da Palavra, da Liturgia e da Caridade.

É a comunidade o espaço do testemunho, vivência e celebração da fé. A exemplo das primeiras comunidades, onde “a multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4, 32), a primeira atitude a ser tomada com todos os que pediam para fazer um caminho de fé era a acolhida. Esta é o primeiro sinal da presença de Cristo, seja para adultos, ou para jovens e crianças.

A mensagem cristã só frutificará, se o terreno a que se destina for verdadeiramente humano. Jesus pedia aos seus interlocutores a fé: “Jesus disse: Mulher, é grande a sua fé” (Mt 15, 28), mas Ele, em contato com o povo, acolhia as pessoas de forma incondicional.

Importante no processo de iniciação à vida cristã é o atendimento personalizado. Possibilita, desta forma, valorizar e respeitar a liberdade de cada um e sua experiência de vida, para dar espaço ao encontro com Jesus Cristo, através de sua Palavra.

A iniciação à vida cristã, entendida em nossa Arquidiocese, assume o caminho de inspiração catecumenal. No catecumenato, a pessoa passa por quatro tempos (pré-catecumenato, catecumenato, iluminação e purificação e mistagogia. Cada tempo finaliza com uma etapa (celebração) que são: rito de Admissão (entrada); rito de Eleição (preparação aos sacramentos); rito da celebração dos sacramentos (Batismo, Eucaristia e Crisma). O catecumenato antigo preocupava-se, sobretudo, com os adultos.

Saiba mais:
Iniciação à Vida Cristã: um caminho – por Débora Pupo

Para que aconteça uma verdadeira Iniciação à Vida Cristã é preciso o envolvimento de toda a comunidade. “Isto requer novas atitudes pastorais por parte dos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e agentes de Pastoral, movimentos, organismos, serviços” (DAp, 291). Precisa ser uma prioridade a formação de todas as forças vivas, para tornar a evangelização mais efetiva, frutuosa e integrada num “projeto orgânico de formação”. A formação não se reduz a cursos, mas integra uma vivência comunitária, participação nos encontros oferecidos pela Arquidiocese, comarcas e paróquias, participação nas celebrações, interação com os meios de comunicação (sites, rádios, TV, jornais…) e inserção nas diferentes atividades da Arquidiocese.

Esta é a razão pela qual cresce o incentivo à Iniciação à vida cristã, “grande desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã”. Trata-se, portanto, de “desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo” atitude que deve ser assumida em todo o continente latino-americano e, portanto, também no Brasil. Este é um dos mais urgentes sentidos do termo missão em nossos dias. É o desafio de anunciar Jesus Cristo, recomeçando a partir dele, sem “dar nada como pressuposto ou descontado”. É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-lo. (DGAE, 2011-2015, 40).

Veja também:

Formação Permanente (vídeo)
Igreja, comunidade de comunidades (vídeo)
Igreja, a serviço da vida plena para todos (vídeo)

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