Caminhos de organização e planejamento

 

Caros irmãos presbíteros, saudação no Cristo Servo!

Dando sequência aos assuntos administrativos e financeiros iniciados na Edição 04, abaixo seguem algumas dicas importantes que contribuem para uma gestão paroquial mais equilibrada:

A) Usar, e usar bem o sistema Pastoral e Financeiro SGCP. Registar nele todas as informações, tais como: os dizimistas, o dízimo, a circulação no caixa, a movimentação bancária, as receitas, as despesas, entre outras. Centralizar no sistema todos os registros financeiros e contábeis, seguindo as regras pré-estabelecidas da sua funcionalidade, ajuda muito no controle, na organização, no planejamento e transparência das informações.O uso do sistema garante mais facilidade, rapidez e segurança. E auxilia no conhecimento da realidade administrativa e financeira da paróquia.

B) No cruzamento das despesas e receitas, o ideal é que o resultado seja positivo. Como foi dito anteriormente, levantar e ter conhecimento de todas as entradas e saídas financeiras é o primeiro passo para alcançar esse resultado. Uma forma é identificar onde está se cometendo excessos ou desperdício, e posteriormente repará-lo. Começando a agir assim, com certeza, o saldo final será melhor.

C) É prudente ter como critério no planejamento financeiro, uma reserva monetária fixa mensal. A finalidade desta serve, por exemplo, para garantir o 13º salário dos colaboradores, o pagamento de férias, uma substituição dos computadores ou ainda uma pequena reforma. Independente do valor dessa reserva, o importante é se disciplinar para não haver surpresas futuras desagradáveis, em que surge a necessidade e não há recurso para honrá-la.

D) Com relação a Pastoral do Dízimo é importante ter conhecimento da sua realidade na paróquia. O dízimo é a pastoral que fica entre a administração e a missão. Algumas medidas de controle são essenciais, tais como: ter essa consciência da finalidade do dízimo, saber efetivamente quanto se é ofertado nos meses, trabalhar com a média mensal e ver se ela dá sustentabilidade para as atividades, quando o dízimo é insuficiente trabalhar melhor a pastoral com os paroquianos, evangelizando a partir do dízimo como oferta e participação na missão da Igreja. Essa postura é fundamental para um bom planejamento e direcionamento do recurso (manutenção e pastoral).

E) Sabe-se que nem sempre o dízimo garante a manutenção de todas as atividades da paróquia, as promoções e festas são outra fonte de renda que dão esse suporte. O primeiro passo é contar com uma boa equipe, em seguida ter um conhecimento preciso dessa arrecadação, fazer comparativo com as ações já realizadas, ter uma projeção futura e definir qual a finalidade dessa arrecadação, sempre visando a manutenção e as pastorais.

Como foi dito no início são medidas como essas que se forem aplicadas no dia a dia e acompanhadas, seja pelo pároco e/ou por um bom assessor, a médio prazo garantem mais tranquilidade na execução das tarefas e ações previstas pela paróquia.

Florianópolis, 06 de novembro de 2015.

Pe. Leandro José Rech
Ecônomo