Conheça o testemunho dos casais Leonardo de Brito Andrade e Daiane Dalponte de Brito Andrade e João Felipe Gamba da Silva e Carine Batista Cordeiro Gamba.

“A alegria que vivemos no nosso dia a dia como casal e como pais é fruto de um querer ser família e assumir a responsabilidade, perante Deus e perante a sociedade, de atender a nossa vocação. Podemos dizer que tudo começou na época que éramos – ainda que sem deixar de sermos até hoje! –namorados há 17 anos. Tínhamos muito em mente. Rezávamos juntos e, logicamente, vivíamos a alegria da preparação para o matrimônio com muita ânsia, realismo e fé em Deus.

Depois de dois anos de namoro e noivado, celebramos nossas bodas matrimoniais junto de nossas famílias e amigos com muito gozo. Alegremente, iniciamos nossa jornada juntos, a Dai, o Léo, e nosso Pai do céu. Aprendemos a viver juntos a alegria do casamento, a alegria da chegada dos filhos, tão esperada, tão sonhada, tão alegremente querida. Vivemos juntos também a aceitação dos sacrifícios, das dificuldades, das dores… alegremente de mãos dadas com Jesus e com a Virgem Sua e nossa Mãe. Podemos até dizer que – lembrando de um santo que teve muitas dificuldades na sua vida – nas dores passamos momentos alegremente tristes.

Viver a alegria no ambiente familiar é uma das formas mais concretas de santificar cada dia vivido, já que Cristo vive conosco e acompanha-nos nos sacramentos que vivemos diariamente (o matrimônio, a comunhão). Também com a prática individual e familiar das virtudes cristãs e humanas, que para nós tornou-se um elemento-chave para educar nossos filhos para a felicidade e a liberdade. E ainda com a vivência de um conjunto de pequenas práticas de piedade diárias em família, como a benção dos alimentos, a oração do terço em família (na qual participa quem quer), a oração em família antes de deitar-se, a presença das imagens sacras no ambiente familiar que tanto permitem ter presente na visão e no coração Jesus, a Virgem e tantos amigos e amigas que já estão certamente no céu.

Viver a alegria na família depende da graça de Deus? Efetivamente! Porém depende também do nosso esforço em diminuir-se para que o outro cresça. Vale a pena!”


“Há três anos vivemos na prática que vocação acertada é vida feliz. Mas para descobrir a nossa vocação primeiro nós precisamos nos apaixonar por Jesus para depois apaixonar-nos um pelo outro. Viver o sacramento do matrimônio é algo maravilhoso principalmente quando nutrido com a verdade do Evangelho, pois nos casamos para fazer o outro feliz e não a si mesmo. É um grande desafio viver a castidade e querer preservar a família cristã nos bons costumes diante de uma sociedade que quer apenas destruir essa grande graça. Vivemos em nosso casamento os frutos que já vinham sendo preparados desde o namoro/noivado com a vivência espiritual, a espera em Deus, pois foram muitas lutas, nada foi em vão. Mas quem nos sustentou até aqui foi o próprio Espírito Santo! Nosso querido Papa Francisco, na Exortação Apostólica Amoris Laetitia, nos diz: “Dou graças a Deus porque muitas famílias, que estão bem longe de se considerarem
perfeitas, vivem no amor, realizam a sua vocação e continuam para diante embora caiam muitas vezes ao longo do caminho”. Somente Deus é perfeito e nós procuramos viver nossa vocação no amor , mesmo caindo muitas vezes não paramos de lutar. “Santo não é aquele que não cai. Santo é aquele que mesmo caindo não desiste de se levantar” (São Paulo II). Não podemos esquecer que o sacramento do matrimônio é um dom para a santificação e salvação dos esposos.”

Matéria especial da edição de maio do Jornal da Arquidiocese de Florianópolis.

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