11201925_1119716414705094_98428075537862334_nNa tarde do domingo, 05 de junho, foi sepultado o seminarista Gabriel Barbosa Vieira, 19 anos, no cemitério da Armação, sul da Ilha. Ele morreu às 00h20 do domingo, vítima de câncer e complicações associadas à doença, na UTI da Unimed, em Florianópolis. Em fevereiro deste ano, ele ingressou no Seminário Propedêutico, na Ponta de Baixo, em São José.

Na Missa de corpo presente, presidida pelo Arcebispo Dom Wilson, o seminarista Vinícius Pereira, em nome dos seminaristas do Propedêutico, leu uma homenagem ao Gabriel. Após a leitura da mensagem, os próprios seminaristas cantaram a música “Eternos amigos”, da banda católica Anjos de Resgate.

Missa de Sétimo Dia

11 de junho

20h

Igreja da Comunidade Santo Estevão, Alto Ribeirão

Gabriel, os demais seminaristas e o reitor do Seminário Propedêutico, Pe. Wellington da Silva, no início das atividades, em fevereiro de 2016.

Gabriel, os demais seminaristas e o reitor do Seminário Propedêutico, Pe. Wellington da Silva, no início das atividades, em fevereiro de 2016.

Confira abaixo a íntegra da mensagem:

Um coração sacerdotal

É difícil parar para pensar e ou escrever em um dia tão triste como esse… Mas se fosse necessário resumir de alguma forma eu resumiria dizendo: “foi tudo tão rápido.”

Era 14 de fevereiro, não nos conhecíamos ainda, e éramos apenas nove rapazes que compartilhavam de um sonho que não era nosso, mas de Deus. O Gabriel foi o primeiro a chegar, antes mesmo do reitor, ansioso, queria viver cada momento com intensidade e em plenitude.

Foram apenas dois ou três meses de convivência e o Gabriel precisou se afastar de nós para o tratamento. Alguns poderiam dizer que não era tempo suficiente para criarmos uma relação profunda… mas ah… foram, sem dúvidas, os meses mais intensos de nossas vidas.

Ele era um menino doce, leve, engraçado… com uma história forte que fazia, até os mais durões, tomar fôlego ao ouvir. Mas ele? Ele não se abalava, contava sua história com leveza, não se atinha a fazer os problemas mais fortes do que ele, tão pouco maiores do que ele…

Ah, como ele era engraçado, divertido, fazia brincadeira de tudo, até do que não devia, nos arrancando gargalhadas nos momentos mais impróprios possíveis. Nos levava aquela vergonha comunitária sabe, que nos fazia rir por dias e dias, e voltar a rir todas as vezes que lembrávamos.

Na primeira Missa juntos, ele já foi exatamente do jeito que era!

Uma Ministra Extraordinária da Comunhão lhe desejou sorte. E com um sorriso nos lábios negou. Disse que seminarista não precisava de sorte, precisava de oração! E continuou dizendo: Reze por nós! Assim ficaremos felizes.

Ele ficava feliz quando as pessoas rezavam por ele… Por isso, hoje deve estar em festa!

Ah e que festa! Essa Missa está como ele gostaria, no lugar em que gostaria, presidida por Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, a quem tanto admirava, com os sacerdotes dos quais ele tinha tanto carinho, e no quais se espelhava… seminaristas, religiosas…  Ah, como o Gabriel gostava desse meio!

Hoje nos resta saudade e oração. Como ele gostava de oração, orava mais pelos outros do que por ele mesmo, aliás, preferia arrancar sorrisos dos outros do que dele, rezar pelos outros do que por ele, preferia servir à ser servido.

Agora ele está feliz. A dor e a angústia deram lugar ao direito de servir… De servir da maneira mais sublime, da mais sublime possível, junto, bem pertinho de Deus.

Ele foi chamado a missão de alegrar ainda mais o céu. Estará intercedendo por nós, familiares, amigos, sacerdotes, seminaristas, vocacionados… 

Poderíamos dizer muito, e ainda sim estaríamos dizendo nada, dada a grandeza deste menino.

À ele o céu, e a nós a certeza de que nada nos separará nas orações. A certeza de termos um intercessor fervoroso e a plena certeza de que seremos eternos amigos.

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