O Pentecostes era o dia da festa da colheita. Uma data especial comemorada pelo povo para agradecer a Deus pelo fruto da terra. Acontecia cinquenta dias depois da Páscoa. Foi neste dia que a Igreja nasceu revestida do poder do Espírito Santo. Deus mostrou seu plano redentor na Páscoa e o estabelecimento de sua Igreja durante a celebração da colheita como símbolo dos frutos alcançados.

Vamos refletir sobre três sinais evidentes no Pentecostes que também sinalizam a presença e poder do Espírito Santo.

VENTO:
Os cento e vinte discípulos estavam com medo. Enquanto havia uma grande festa na cidade, eles estavam reunidos com portas e janelas fechadas. E mesmo trancados, um vento entrou ali soprando com um som forte enchendo a casa.

O vento é invisível, mas pode ser sentido. Assim também é a fé que não vemos, mas sentimos e temos certeza (Hebreus 11,1).
Este Vento nos lembra a vida, pois quando Deus formou o homem do pó da terra, soprou sobre ele o fôlego de vida (Gênesis 2,7). Da mesma forma Ezequiel profetizou sobre os ossos secos e o vento do Espírito os fez reviver (Ezequiel 37,9-10).

FOGO:
Os discípulos estavam reunidos obedecendo à ordem de Jesus. “Ficai em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24,49). Enquanto oravam apareceram línguas de fogo, que eram labaredas sobre cada um dos presentes.

O fogo sempre foi símbolo da presença de Deus! “Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 11,29). As línguas de fofo comprovaram que o próprio Deus estava presente ali da mesma forma que se manifestou na sarça ardente para Moisés (Êxodo 3,2-4).
Fogo representa a luz que ilumina o caminho e dissipa as trevas (Salmo 105,39) fazendo de cada um “luz do mundo” (Mateus 5.14).

LÍNGUAS:
Todos os discípulos ali eram pessoas iletradas, sem estudos e não sabiam outros idiomas (Atos 4,13). Com o dom do Espírito Santo começaram a falar nos idiomas das quinze nações das pessoas que vieram para a festa evangelizando e falando “das grandezas de Deus” (Atos 2,11) de forma que entendessem.

As línguas significam a união. Antes os povos falavam um só idioma e na torre de Babel as línguas foram ‘confundidas’ (Gênesis 11,1-9). Através do Espírito Santo acontece a união das pessoas que não se entendiam ,acabando a confusão (Atos 2,6).

Padre Márcio Alexandre Vignoli
Pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, em Camboriú.

Artigo publicado na edição de maio de 2020 do Jornal da Arquidiocese, página 8.

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