O Setor de Música e Canto Litúrgico da Arquidiocese de Florianópolis auxilia os músicos das paróquias e comunidades na formação contínua para melhor servir na Igreja. Para o coordenador arquidiocesano, Luiz Eduardo Silva, o aprendizado permanente é o principal caminho para que a música ritual litúrgica possa realmente servir ao seu papel, especialmente nas celebrações litúrgicas.

“A formação leva a uma consciência efetiva sobre o que se está sendo cantado ou tocado. Muitas vezes, escuto ‘ah, mas já faço isso há tantos anos’, mas respondo: ‘será que você sabe o sentido disso?’ Entender o que se está sendo feito é o primordial e não somente repetir ações que foram copiadas mecanicamente ao longo dos anos”, alertou o coordenador arquidiocesano.

Outro ponto apontado por ele que atrapalha o músico em procurar a formação é quando “se sente especialista” por ter a formação técnica necessária, não sentindo necessidade da formação litúrgica; ou pelo contrário, conhecer a fundo a liturgia e seus ritos, mas contar só com a boa vontade e não buscar a técnica musical. “Uma figura importante nesse processo são os padres, que podem motivar os músicos a estudarem e melhorarem a forma como servem na música”, salientou.

O setor organiza diversas formações durante o ano, mas também está à disposição das paróquias e comunidades que desejam formar os seus músicos. Também há um material disponível na Cúria Metropolitana, sob valor simbólico para cobrir os custos do setor. Para entrar em contato, basta ligar para (48) 3224-4799 ou enviar um e-mail para [email protected]

Música religiosa x música ritual litúrgica

Dentro da música existem diversos gêneros, dentre eles, há música religiosa, que contempla a relação das pessoas com o divino e engloba toda produção musical em qualquer religião, inclusive a cristã católica. Já a música ritual litúrgica é utilizada especificamente nas celebrações, que cantam os ritos que estão sendo vividos pelos fiéis. “Músicas religiosas que cantam a fé, que podem ser mais catequéticas ou devocionais, são ótimas para o nosso relacionamento com Deus em reuniões, retiros, formações, mas devem ser evitadas em celebrações litúrgicas”, explicou.

Notícia publicada na edição de novembro de 2019 do Jornal da Arquidiocese, página 7.

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