Padre Vilmar Vicente com o Papa no dia 18 de outubro de 1991.

Padre Vilmar Vicente com o Papa no dia 18 de outubro de 1991.

Nos dias 17 e 18 de outubro de 1991 recebemos em Florianópolis uma visita inédita. Chegava entre nós o Papa João Paulo II.

Desde o dia 15 de março de 1991 começamos a preparação com muito entusiasmo e apoio do Arcebispo recém-empossado, Dom Eusébio Scheidt. Foram dez comissões encarregadas das diversas áreas que envolviam a visita pastoral do grande missionário do século XX. Multiplicamos reuniões, encontros, providenciamos para que tudo estivesse nas melhores condições para o grande evento que envolveria governo, Igreja, segurança pública, Itamaraty, cerimonial do Vaticano, comunicação social e outros.

Finalmente chegou o grande dia 17 de outubro quando, às 20h, o avião da Alitália  vindo de Cuiabá (MT), chegava no Aeroporto Hercílio Luz, na Base Aérea. Após os cumprimentos iniciais, o Papa e sua comitiva seguiram de helicóptero até o centro de instrução da Polícia Militar, na Trindade, onde emocionadíssima, a comissão local o aguardava com Dom Afonso Niehues e Mons. Vito Schlickmann. Em seguida, lentamente o papamóvel seguiu pela Avenida Beira Mar Norte até o Colégio Catarinense, onde o Papa se hospedou, com imenso carinho e preparação da comunidade jesuíta.

Na manhã seguinte, o Papa se deslocou para o aterro da Baía Sul e no altar pontifical iniciou a solene celebração de beatificação de madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Às 08h, uma chuva forte caiu na cidade, mas a multidão permaneceu firme e animada, até que às 09h, com belíssimo sol, iniciou o solene pontifical, com bispos, cardeais e o santo padre subindo a rampa do altar. A equipe de liturgia estava impecável. Um coral de duas mil vozes animou os cantos e fez a multidão vibrar. Em frente ao altar estavam mais de 500 presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão. Uma comitiva enorme de autoridades também participava. As Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em número expressivo, cantavam e vibravam.

Após o pontifical, o Papa seguiu no papamóvel pelas Avenidas Mauro Ramos e Rio Branco até a rua Esteves Júnior, no Palácio Episcopal, para o almoço festivo com os bispos do Regional Sul IV e a comitiva papal. Na entrada, o Papa recebeu a homenagem do clero através de uma joia preciosa, dada pelo Cônego Roberto Wyrobek. A saudação foi em polonês, o que surpreendeu o Papa, que abraçou carinhosamente o Cônego Roberto.

No período vespertino foi realizado um belíssimo encontro ecumênico com a presença de várias denominações cristãs.

Posteriormente, o Papa missionário se dirigiu ao ginásio do SESI, na Prainha, para o encontro com as religiosas. Ali também estavam muitos idosos, doentes e representantes da sociedade civil. Nesta ocasião, o Papa foi saudado pela Ir. Ilse Mees, superiora geral das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Na saída do SESC, foi ovacionado por seminaristas, jovens e o povo em geral.

Finalmente, na frente do Palácio Santa Catarina, o Papa se despediu de nosso Estado e foi de helicóptero até a Base Aérea, de onde seguiu para Vitória,  no Espírito Santo.

A visita do Papa missionário em Florianópolis coincidiu com o aniversário de 13 anos do seu pontificado, o que foi lembrado algumas vezes durante sua estada em terras catarinenses.

Ao Papa missionário, a nossa gratidão e reconhecimento. São João Paulo II, rogai por nós!

Por Pe. Vilmar Adelino Vicente

Coordenador geral da visita de

João Paulo II em Santa Catarina

 

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