pedro e pauloEste mês é marcado pela tradição e fé aos santos populares: Santo Antônio (13/06), São João (24/06), São Pedro e São Paulo (29/06). No Brasil e em outros países há uma grande devoção a estes santos que reúnem características diferentes, mas se popularizaram na vida e na fé do povo.

Conhecido como santo casamenteiro, Santo Antônio normalmente é representado em imagens segurando o menino Jesus. Nas celebrações realizadas em sua homenagem costumam-se distribuir os tradicionais pãezinhos, que muitas pessoas seguem a tradição de guardá-los em uma lata de mantimentos para garantir fartura durante o ano. Ele é conhecido também por auxiliar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.

Uma das maiores festas populares do país é realizada no dia de São João, principalmente na região nordeste, onde as ruas das cidades são invadidas por danças, fogueiras, comidas típicas, bandeirinhas e festejos populares. Conhecido como o santo festeiro, São João Batista foi quem criou o batismo e batizou o primo, Jesus. Mártir da Igreja, teve a cabeça decapitada a pedido da filha do rei Herodes.

No final do mês são comemorados dois grandes santos da Igreja, São Pedro e São Paulo. São Pedro foi um dos principais apóstolos de Jesus, tendo como missão ser o guardião das portas do céu, por isso, sua imagem é representada segurando uma grande chave. Após a morte e ressureição de Jesus, ele liderou os discípulos e fundou a Igreja Católica, sendo considerado o primeiro Papa da Igreja.

Na mesma data de São Pedro, também é comemorado o dia de um dos santos mais importantes. Chamado de “o Apóstolo”, São Paulo foi o maior anunciador do cristianismo, depois de Cristo. Responsável pela escrita de 13 cartas às Igrejas por ele fundadas, é uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda literatura grega. A Carta aos Coríntios é uma das obras mais significativas da humanidade.

Neste mês, onde a tradição trazida pelos colonizadores portugueses, aliada com a vivência da fé a partir da vida e obra deixada por esses grandes santos, sirvam para inspirar as comunidades na profissão de fé e seguimento ao Evangelho.

Por: Fernando Anísio Batista

Artigo publicado no Jornal da Arquidiocese, edição nº213, junho de 2015

 

 

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