Uma alternativa ecológica para restaurar prédios históricos

Foto: Shutterstock-Dudarev Mikhail

É isto mesmo: muitas paredes dos grandes monumentos arquitetônicos do Vaticano estão sendo repintadas com leite de vaca.

Recentemente, os arquitetos também usaram esta técnica de conservação na fachada do Cortil del Belvedere, um palácio que abriga valiosíssimas obras de arte, também localizado no Vaticano.

Foto: Jeroen van Luin-(CC BY 2.0)

Trata-se, entretanto de uma alternativa que vem sendo usada há séculos. O arquiteto-chefe do Vaticano, Vitale Zanchettin explicou o uso do leite misturado a outras substâncias: “Não é tenhamos fixação como antigo ou nostalgia. O ponto é que [a técnica] oferece a possibilidade de se obter uma maior integridade cromática. É de eficácia comprovada”.

O verniz é composto com uma mistura de cal, pigmentos naturais e o leite tirado das vacas criadas na residência de verão vaticana, em Castel Gandolfo. Os animais pastam livremente, não recebem alimentação artificial e são ordenhados à maneira antiga, de forma caseira. São 70 vacas que produzem cerca de 700 litros de leite por dia. Um leite totalmente orgânico, de acordo com os cuidados com o meio ambiente continuamente propostos pelo papa Francisco.

E evidentemente, a mistura também não agride o meio ambiente. É ecologicamente testada, preserva os monumentos dos efeitos ambientais nocivos, proporciona tonalidade única e dura muito mais do que um verniz sintético.

Vale dizer que a técnica também era usada pelos antigos egípcios e por muitos povos pré-colombianos.

Por Aleteia

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