Aos 29 anos, Pe. Luiz Francisco Fraga partiu em missão para a Diocese de Macapá, no Amapá. O Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, presidiu a missa de envio no último sábado, dia 12 de fevereiro, na Igreja Santa Teresinha, no Jardim Janaína, em Biguaçu.

Ordenado presbítero no dia 22 de novembro de 2020, foi formador no Seminário Menor Nossa Senhora de Lourdes, e vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque. Mas a vontade de sair em missão já mora no coração do Pe. Luiz. No Amapá, Pe. Luiz assume a Paróquia João Paulo II, que compreende os municípios de Tartarugalzinho e Pracaúbas.

“Recebo com muita alegria e entusiasmo esse chamado de Deus para missão. Ciente que vou em nosso nome, em nome de nossa Arquidiocese de Florianópolis. Deus suscita há cerca de uns sete anos no meu coração esse desejo de partir para uma terra de missão, para anunciar o Evangelho a outros povos. Inclusive meu lema de ordenação é ‘Ide por todo mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura’ (Mc 16,15). Essa experiência de escutar de Jesus o ‘Ide’ fez com que crescesse ainda mais em mim o desejo de fazer essa experiência missionária de anunciar o Evangelho”, afirma o sacerdote.

O chamado ao sacerdócio

A história da sua vocação de ser padre, vocação específica na vida da Igreja, iniciou na sua comunidade de origem, na Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e São José, no bairro Jardim Janaína, em Biguaçu. Ainda na catequese, ele percebeu a necessidade de estar mais próximo de Deus e depois de receber o Sacramento da Confirmação. “Comecei a participar mais da minha comunidade e ter mais consciência da fé e, consequentemente, me pôr à serviço da minha comunidade. Essa experiência de servir iniciou com a catequese, depois participando de grupo de jovens, participando de movimentos. A partir disso, percebi a beleza da vocação do padre na comunidade de fé, do serviço que o padre exerce na comunidade, especialmente através dos sacramentos, da animação da vida da comunidade, do acompanhamento, isto fez crescer em mim esse desejo pelo sacerdócio”, conta. A partir de então o jovem recebeu um acompanhamento espiritual vocacional com o Pe. Pedro Martendal, vigário da Catedral Metropolitana.

Outra experiência que foi determinante para sua entrada no seminário e em sua caminhada formativa foi a experiência mariana. “A experiência de fé com Nossa Senhora suscitou em mim o desejo de, assim como Maria se colocou à disposição da vontade de Deus, eu também como Maria declarei: ‘Faça-se em mim segundo a vossa Palavra’. A partir desse ‘faça-se’ que dei a Deus, Ele me entregou um ‘Ide’. Deus acolheu a minha disponibilidade e me enviou em missão”, adiciona.

As experiências missionárias

Para Pe. Luiz Fraga, as experiências missionárias que realizou foram fundamentais para o amadurecimento de sua vocação missionária. A primeira experiência foi na Bahia, na Diocese da Barra, que, apesar de breve, foi muito realizadora junto ao povo de Deus daquela diocese. Depois participou de pequenas missões na arquidiocese em algumas paróquias. Essa vivência foi suscitando também o desejo de sair de si mesmo e estar com os outros e anunciar Jesus Cristo.

No seminário, o jovem e outros seminaristas começaram um trabalho muito importante: a COMISE (Comissão Missionária para Seminaristas) e, através dela, o projeto “Férias missionárias”, em que os seminaristas vivem experiências missionárias em outras dioceses durante o período de férias.

“Duas vezes estive na Ilha do Marajó, no Estado do Pará, em comunidades ribeirinhas. Foi uma experiência muito enriquecedora e, ao mesmo tempo, muito profunda. Nós fizemos também uma experiência missionária em Guiné-Bissau, oportunidade de trabalharmos junto com o Pe. Lúcio Espíndola Santos e com a Comunidade Divino Oleiro na Diocese de Bafatá. Essa experiência abriu o nosso horizonte quanto ao nosso entendimento sobre a Igreja e a compreensão de nossa participação na Igreja”, relata o sacerdote.

Uma nova missão

Para o Pe. Luiz, a nova experiência de missão será uma oportunidade de alimentar ainda mais o desejo pela missão e, consequentemente, proporcionar a possibilidade de um trabalho mais prolongado. “O meu primeiro serviço missionário será estar com a porção do Povo de Deus a mim confiada, animando a vida de fé, celebrando os sacramentos, ou seja, amando o povo, do qual pertenço pelo Batismo. As expectativas são muito boas final de contas a experiência de missão nos coloca em um novo horizonte, nos proporciona uma realização que ultrapassa a nossa compreensão, porque estou sendo enviado por Deus através de nossa Arquidiocese”, se alegra ele.

Pe. Luiz viajou na segunda-feira, dia 14 de fevereiro. Na foto, com seus pais e a secretária de Animação Missionária, Zenir Gelsleichter

Outro aspecto que gera no padre boas expectativas é a possibilidade de servir em um local tão rico e diferente do que está acostumado: “vou aprender certamente muito, seja no que diz respeito à vida de fé, seja pela diferença cultural. Por isso, as expectativas são muito boas por tudo aquilo que poderei aprender e tudo aquilo que poderei também compartilhar com o povo de Deus que a mim será confiado”.

Dom Wilson, na homilia da missa de envio do Pe. Luiz, destacou o quanto essa experiência também contribui para o amadurecimento do chamado missionário na Arquidiocese de Florianópolis, seja com o testemunho dos padres que se lançam em missão, seja pelo apoio e a oração da comunidade.

“Tenho plena consciência que não estou indo sozinho. Estou indo com toda a nossa Arquidiocese. Vou em nosso nome, portanto, conto com a prece, com oração, com a oferta e com o incentivo de todos os nossos irmãos e irmãs. Estaremos unidos, especialmente em cada Eucaristia, porque em cada Eucaristia a Igreja está toda presente. Quando estiver celebrando a missa lá numa comunidade do interior de nossa Paróquia São João Paulo II estaremos todos unidos na mesma Eucaristia, na mesma fé em Jesus através de sua Igreja”, finaliza Pe. Luiz.

A missão da Igreja no Amapá

O primeiro padre a ser enviado pela Arquidiocese de Florianópolis para servir na Igreja da Amazônia foi o Pe. Jacob Archer, no início de 2015, em missão na Diocese de Macapá, decisão aprovada na Assembleia Arquidiocesana no ano anterior.

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No Congresso Missionário Arquidiocesano, realizado em fevereiro de 2018, mais um missionário, o Pe. Josemar Silva, é enviado a somar forças no trabalho de evangelização junto ao Pe. Jacob, que atendia duas paróquias compreendendo quatro municípios.

Ainda no ano de 2018, Dom Wilson visita a missão no Amapá e, em 2019, um grupo de missionários da Arquidiocese participou das Santas Missões Populares que aconteceram nas duas paróquias onde estão os dois padres catarinenses.

Após sete anos de doação e entrega, Pe. Jacob volta para a Arquidiocese em março de 2022, com Pe. Luiz assumindo seu posto atendendo a Paróquia João Paulo II que compreende os municípios de Tartarugalzinho e Pracaúbas.

Na Arquidiocese de Florianópolis, o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) acompanha as atividades e experiências missionárias na vida pastoral da Igreja. A Arquidiocese conta também, há quatro anos, com uma Secretaria de Animação Missionária, disponível de modo fixo na Cúria, para auxiliar esse trabalho de acompanhamento e animação das atividades missionárias, uma das únicas do Brasil.

Fotos: Fabíola Goulart/ArquiFloripa

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