“O menino cresceu, mas guarda mágoa desde menor! Por falta de educação e carinho parou na criminalidade! Vida repleta de dor e infelicidade!”. O trecho é de um RAP feito por um detento de Florianópolis (SC) que participou de um ciclo de encontros promovidos pela Pastoral Carcerária da arquidiocese catarinense, no qual foi proposta a metodologia da Justiça Restaurativa.

Raphael Carvalho, que está preso na galeria E do presídio de Florianópolis, é um dos participantes da iniciativa que tem colaborado para aliviar a dor, promover o autoconhecimento e abrir portas para o perdão e a reconciliação.

A Justiça Restaurativa tem sido uma das linhas de trabalho da Pastoral Carcerária. “Em vários estados do Brasil, tem acontecido cursos e oficinas destinados aos agentes da pastoral, agentes prisionais, presidiários, advogados, lideranças comunitárias, entre outros”, conta o padre Almir Ramos, que atua com a equipe da Pastoral Carcerária na arquidiocese de Florianópolis.

A equipe realizou 10 encontros, com duração de duas horas semanais. Quatro agentes conduziram a aplicação da metodologia em três grupos de 10 pessoas, cada. Receberam os encontros voluntários da saúde e colaboradores do Hospital Regional de São José e os detentos das galerias B e E do presídio da capital catarinense.

Fonte: CNBB

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