Nesta sexta-feira, 14 de dezembro, Pe. Alvino Introvini Milani completa 50 anos de ordenação presbiteral. Padre Alvino Milani é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque.

Uma Missa em ação de graças ocorre às 19h, no Santuário de Azambuja, em Brusque.

Acompanhe um pouco da vida do Pe. Alvino Milani e depoimentos de padres que atuam com ele na paróquia e familiares.

Histórico

Ninguém poderia imaginar que aquele menino lépido e cheio de vida, nascido em Cruz Alta/RS, no dia 25 de setembro de 1939, hoje estaria entre nós, aqui em Azambuja, para comemorar seu jubileu áureo sacerdotal, o Pe. Alvino Introvini Milani.

Descendente de italianos, desde menino conservou a espontaneidade e alegria tão típicas da família. Nas bases, a religiosidade. Participava dos atos litúrgicos e comunitários com vivo interesse. Ali algo definiria os caminhos do “Neno”, seu apelido de infância. Seminaristas coralistas animaram uma das missas na comunidade e, ao final, o menino afirmou: quero ser como eles! Daquele dia até a ordenação sacerdotal – recebida há 50 anos, em Luiz Alves – vários seriam os anos de formação inicial.

Começou seu Seminário Menor, primeiramente, em Santa Maria, no vizinho Estado gaúcho. Com a transferência da família para o Paraná, a Providência enviou ao Milani o seminarista Bertolino Schlickmann, a partir daquele momento seu padrinho e incentivador. Sabendo que o menino teria que passar para outra diocese no território da família, convidou-o para ficar no “intermezzo” – Santa Catarina, assim chegou a Azambuja – Brusque.

A ordenação sacerdotal do Pe. Milani – 14/12/1968 – se coadunou a um tempo novo na Igreja, com as ressonâncias que se faziam sentir em toda Igreja, os reflexos do Concílio Vaticano II. Foi dado a este jovem padre compor nova equipe no Seminário de Azambuja, cuja prática formativa estava passando por mudanças. Coube ao nosso espirituoso Pe. Milani e equipe dar incisivamente novos destinos à tão benemérita instituição. Depois de uma década na formação, ei-lo na paróquia Bom Jesus de Nazaré – Palhoça, quando esta abrangia toda cidade. Aqui se definia o Bom Pastor que deixaria seu legado no punhado de transferências nos variados encargos que recebeu em nossa Arquidiocese, até hoje, quando novamente se encontra entre nós.

Oxalá continuará em Azambuja, onde começou como menino, depois como neossacerdote para fazer memória das Graças que Deus lhe concedeu em tão rica, longeva e áurea experiência pastoral sacerdotal, desde 1968.

Em nome de todo povo e dos sacerdotes: obrigado e parabéns!

Por Pe. Eder Claudio Celva 
Vice-Reitor e Formador do Seminário de Azambuja e Vigário Paroquial do Santuário

“Vai em frente” – Por Pe. Francisco de Assis Wloch / Reitor do Seminário de Azambuja e Vigário Paroquial do Santuário

Nesta data, catorze de dezembro, em que celebramos o jubileu de ouro sacerdotal do Pe. Alvino Milani, lembro-me de dois fatos.

O primeiro: nesse mesmo dia, em 1975, há 43 anos, celebrava a minha Primeira Missa, na Matriz do Santíssimo Sacramento, em Itajaí. Na lembrança distribuída deixava, entre outros, este pensamento: “descobri ser necessário alguns deixarem tudo para que muitos sejam felizes. Por isso, aceitei ser padre.”

Outra lembrança. Durante os 13 anos de Seminário, tive momentos de alegria (muitos) e não poucos momentos de dificuldades… “passei pelo gelo da dor” … Consegui vencer estes desafios, buscando ajuda, acolhendo conselhos, principalmente dos mais experientes.

Aqui entra a figura sábia do Pe. Alvino Milani, na época formador da Filosofia, em Azambuja. Filosofia?! Período em que as crises aparecem com mais frequência e com mais intensidade. Em razão dessas crises, pedi uma conversa com ele. Depois de ouvir-me por boas dezenas de minutos, sem nada falar, ouço suas sábias palavras: “Mais alguma coisa? Não? Então, vai em frente!” E eu fui. Sábio conselho!

Pe. Milani, parabéns pelo seu jubileu de ouro, vividos na alegria e na fidelidade, como alguém tirado do meio do povo e colocado a serviço desse mesmo povo. Muito obrigado pela palavra certa, dita na hora certa, com inteligência, sabedoria, doçura, bondade e amor.

Um homem distinto, muito distinto! – Por Pe. Sérgio Giacomelli / Vigário Paroquial do Santuário

Chego em Azambuja, em 1960, para cursar o Seminário Menor que compreendia, então, o Ginásio (quatro anos) e o Clássico (dois anos), que correspondia ao segundo grau. Havia aqui um jovem que se distinguia dos demais: era Alvino Milani. Ele estava cursando a quinta série e faltava somente mais um ano para receber a sonhada batina.

Alvino Milani era destaque, em primeiro lugar, por sua bela voz como cantor. No Coral era sempre premiado com o solo. No recreio, sempre tinha um grupo de colegas em torno de si, fato este que mostra sua capacidade de liderança, fato também notado em sua missão como pároco ou qualquer outra função que exerceu. Parabéns pelo seu jubileu de ouro e que continue tendo todas as bênçãos celestiais.

Palavras marcantes … “caprichadas” – Por Pe. Paulo Stippe Schmitt / Formador do Seminário de Azambuja e Vigário Paroquial do Santuário

Chama-me a atenção, no ministério pastoral do Pe. Milani, o seu jeito animado, espontâneo e a preocupação de apresentar de modo acessível aos fiéis os ensinamentos do Evangelho, sempre numa linha muito testemunhal. Por isso eu trago na memória diversos trechos de homilias proferidas por ele, com palavras marcantes, “caprichadas”, ditas com seriedade e leveza. Entendo que o carinho que padres e comunidade têm pelo Pe. Milani vem desta leveza, da alegria, do espírito de família que cultiva e transmite. Disso vem, também, a autoridade verdadeira e discreta que ele exerce em meio ao nosso povo. Parabéns, padre, e obrigado pelo exemplo de vida no ministério presbiteral.

Um bom pastor que vive com suas “ovelhas” – Por Zélia Ratayczik / Sobrinha do Pe. Milani

Pe. Milani, para mim e para nossa família “Tio Neno”, é o nosso porto seguro, o nosso esteio. São cinquenta anos de trabalho e muita dedicação, tanto para família quanto para o povo, como ele mesmo diz, “minhas ovelhas”. É um verdadeiro pastor, sempre no meio de suas ovelhas.

São vinte anos que vivo mais perto dele para ajudar e cuidar do que ele mais precisa. Uma de tantas qualidades que ele tem, mesmo com cinquenta anos de sacerdócio e setenta e nove anos de idade, é a força de vontade que sempre teve e tem em atender e resolver o problema de quem o procura. Até esquece de si próprio, mas a palavra “NÃO” é a que menos sabe dizer. Por isso tudo e por muito mais é que o admiro. Sempre estarei à sua disposição, para continuar ajudando naquilo que estiver ao meu alcance.

Parabéns pelo seu sacerdócio!

Uma verdadeira prova de seu amor pela Igreja de Jesus Cristo.

Um homem de muitos amigos – José Carlos Cabral e Silva /Secretário Paroquial de Azambuja

Pe. Milani, para mim, além de ser um padre muito atencioso e dedicado, é um grande amigo. Convivo com ele há muito tempo e sei a pessoa maravilhosa que é. Sempre disposto a atender a todos e não deixar ninguém sair sem resolver o problema ou a necessidade apresentada. Tem um zelo especial pelos doentes do Hospital, levando a todos, todos os dias, um pouco de consolo. É por isso que ao longo desses cinquenta anos de vida sacerdotal fez tantos amigos. Ele concretiza seu lema: “O padre é um homem tirado do meio do povo, colocado a serviço do mesmo povo, nas coisas que são de Deus”. Peço a Deus que continue iluminando e guiando os passos deste grande amigo padre.

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