Neste pequeno artigo, vamos conhecer um pouco mais o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, especialmente na Bíblia, onde o encontramos sempre em ação, em movimento.

No Antigo Testamento, o termo mais comum para se referir ao Espírito Santo ou Espírito de Deus é Ruah. Este termo que significa sopro, vento, brisa, ar, aparece em torno de 389 vezes. Trata-se de uma força dinâmica, pela qual Deus cria, conserva e sustenta a obra criada: “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2b); “soprou-lhe nas narinas o sopro da vida,” (Gn 2,7b). Também, por esta força, Deus suscita líderes e profetas: “derramarei o meu Espírito” (Jl 3,1), e ainda “porei em vós o meu Espírito” (Ez 37,6).

É no Novo Testamento que o mistério é revelado plenamente, pois encontramos várias referências ao Espírito Santo, que é chamado por Jesus de Paráclito, isto é, protetor, assistente, defensor, advogado, consolador.

No Evangelho de Lucas, o Espírito Santo atua na anunciação: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35a), disse o anjo a Maria. O vemos ainda no batismo de Jesus – “e o Espírito Santo desceu sobre ele” (Lc 3,22a) – e conduzindo Jesus ao deserto (Lc 4,1). Pelo Espírito Santo Jesus anunciava a boa nova, operava milagres e prodígios, libertava cativos (Lc 4,18). O próprio Senhor envia o Espírito Santo sobre os discípulos para continuarem sua missão: “Então, soprou sobre eles e falou: ‘Recebei o Espírito Santo’” (Jo 20,22).

Ainda no NT, temos a experiência que “dá início” à atividade apostólica da Igreja, o Pentecostes: “De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam”. (At 2,2) No início da pregação do Evangelho, as comunidades cristãs foram fundadas pela ação do Espírito Santo, que é derramado sobre todos, sem distinção de pessoas (Gl 3,28) e fortalece os cristãos diante das tribulações. Deixemos que o Espírito Santo nos guie, como nos exorta São Paulo aos Gálatas: “deixai-vos sempre guiar pelo Espírito”!

Por: Pe. Leandro Rech – Ecônomo da Arquidiocese

Artigo publicado no Jornal da Arquidiocese, página 09, ediçaõ de maio de 2017.

 

 

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