Crianças receberam como sinal a Cruz Dehoniana pelas mãos do pároco, Pe.
Diomar Romaniv, scj.

Além de iniciar o mês da Bíblia Sagrada, a missa da manhã deste domingo, 1º de setembro, foi especial para 21 crianças que receberam a bênção de envio como coroinhas da Paróquia São Luís Gonzaga, em Brusque. Agora, são cerca de 30 meninas e meninos que fazem parte do grupo de crianças que desempenham o serviço do altar nas funções litúrgicas da Igreja Matriz.

Identificados com os cordões abençoados da Cruz Dehoniana, os novos coroinhas foram enviados na celebração das 9h deste domingo, presidida pelo pároco, Pe. Diomar Romaniv, scj. Após o sacramento do Batismo, ser um coroinha é a primeira função que a criança pode exercer na Igreja.

Vocação para servir

O coroinha tem um papel muito importante de servir ao altar e auxiliar o sacerdote. É o amigo do padre no altar durante toda a celebração. Não há uma idade específica que limita a atuação de um Coroinha. Tanto é que a paróquia conta hoje com crianças de seis anos até adolescentes de 17 anos. O que ocorre é que, por volta dos 13 anos, alguns são enviados como acólitos – aqueles que acompanham e auxiliam o padre nos atos litúrgicos mais solenes, principalmente na missa. A diferença nesta função está em executar atribuições mais específicas para eles, como segurar o livro para o padre, conduzir a cruz, manusear a vela e o turíbulo (incensário).

Para o pároco da Paróquia São Luís Gonzaga, Pe. Diomar Romaniv, scj, ver as crianças na igreja é motivo de alegria e da certeza de que elas sempre terão espaço como protagonistas no papel de servir e evangelizar, de modo especial com os coroinhas. “É um ministério tão bonito e efetivo, um sinal de que se criam novas lideranças para a Igreja. Muitos padres começaram como coroinhas, então, se para as famílias é um momento de alegria, para o padre também é. É um jeito de envolvê-las e de ver a espiritualidade que cresce desde pequeno e que é sustentada pelos pais que incentivam e apoiam”, destaca o pároco.

Preparação e formação

Durante os sábados do mês de agosto, as crianças passaram pelo período de preparação e formação com o padre e os coroinhas mais antigos para que pudessem aprender como servir. Foi um mês completo de formação. “Toda criança que quer ser coroinha passa primeiro por uma formação, porque depois continuam os dois encontros mensais e outras atividades de espiritualidade e de oração, além de brincadeiras, porque são crianças e precisamos ter atividades diferenciadas com eles”, explica a coordenadora paroquial, Jerusa Batisti Pereira.

Servir e ajudar

O orgulho em ver a criança dando continuidade a sua missão de Batismo está estampando nos olhos e corações dos familiares, que fazem questão de observá-los durante as celebrações. Cleonice e André Luiz Baumgartner eram só orgulho do filho Luís Felipe Baumgartner, enviado como coroinha neste domingo. “Nos sentimos muito gratificados, porque a gente tem que ensinar nossos filhos a seguirem o caminho de Deus. Desde que ele nasceu, fizemos o propósito de vir todas as primeiras sextas-feiras do mês na missa do Sagrado Coração de Jesus. Hoje, ele tem oito anos e sempre vem junto com a gente”, relata Cleonice.

A pequena Olívia Seubert Luiz tem nove anos e estava ansiosa pela missa deste domingo, pois seria especial para ela. Voltou para casa com o cordão da Cruz Dehoniana pendurada no pescoço e, agora, coroinha da Igreja Matriz. Para ela, ser uma coroinha tem um significado especial. “É o amor que Jesus tem por nós. Quero vir bastante nas missas”, declara. A família da Olívia guia os passos dela e de sua irmã, Sofia Seubert Luiz, desde pequenas. Alexandra Seubert Luiz e o pai, Edner André Luiz, sempre fizeram questão de dar exemplo às meninas. “É uma semente plantada de longa data. Desde batizadas, a gente nunca deixou de frequentar a missa dominical”, diz a mãe, que também é catequista há 17 anos. As filhas, espelhadas pelos pais, sempre foram engajadas na Igreja. “Para nós é uma felicidade muito grande ver que isso é delas, uma vontade própria, mas que foi plantada lá atrás”, conta.

A irmã mais velha da Olívia, Sofia Seubert, de 13 anos, começou como coroinha e hoje é uma acólita da Matriz. “Minha irmã já está servindo há muito tempo, mas vê-la recebendo a vocação foi especial. É uma caminhada daqui para frente”, orgulha-se.

Encontro Paroquial

Um momento especial dedicado às crianças será realizado no dia 3 de novembro deste ano. É o Encontro Paroquial, que acontecerá no bairro Guarani. Todas as 12 comunidades ligadas à Paróquia São Luís Gonzaga são convidadas a se reunirem em um só lugar durante uma tarde inteira de atividades em conjunto. Em torno de 150 crianças são esperadas para esse dia.

Por Juliane Ferreira/Ideia Comunicação

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