A situação das queimadas no Brasil, especialmente na Amazônia, despertou atenção do mundo nos últimos dias. Os registros de focos de incêndios registraram um aumento de 82% em relação ao mesmo período de 2018, um total de 71.497 focos no período de janeiro a agosto deste ano, contra 39.194 no ano passado. Essa é a maior alta e também o maior número de registros em sete anos no país.

Em nota divulgada dia 23 de agosto de 2019, a CNBB convoca todos a “‘levantar a voz pela Amazônia’: é hora de falar, escolher e agir com equilíbrio e responsabilidade, para que todos assumam a nobre missão de proteger a Amazônia… Sem assumir esse compromisso, todos sofrerão com perdas irreparáveis”.

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia será realizado em outubro próximo. Trata-se de uma grande oportunidade para a Igreja do mundo levantar sua voz, no cumprimento da tarefa missionária e de evangelização de preservar a vida a partir do respeito ao meio ambiente.   

Na convocação do Sínodo, em outubro de 2017, o Papa Francisco ressaltou que o objetivo principal da assembleia é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta.

A Amazônia é uma grande oportunidade para a Igreja encontrar os caminhos para uma ecologia integral, conforme a Encíclica Laudato Sì. Por outro lado, sua destruição é, sem dúvida, uma ameaça para a manutenção da vida no planeta. É hora de levantar a voz, de defender a Amazônia, que é pulmão vital para nosso planeta.

Por Fernando Anísio Batista
Artigo publicado na edição de setembro de 2019 do Jornal da Arquidiocese, página 05.

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