Uma das ações mais importantes em curso na diocese é o projeto de Iniciação à Vida Cristã, que ocorre na catequese. A expectativa é que possa produzir um avivamento de vida cristã, não apenas para as crianças, mas para toda a diocese. Não é só uma preparação para a Eucaristia ou para a Crisma. Pretende-se que a catequese produza atitudes de vida cristã.

Este já é o segundo ano da catequese de iniciação. No próximo mês de agosto estará sendo apresentado o segundo volume do itinerário. Continua o aprofundamento da fé que estava acontecendo no primeiro volume. A novidade agora é a apresentação dos sacramentos.

Deus quer estar presente na vida de cada pessoa. Muita gente se encontrou com Jesus depois da sua ressurreição. E tiveram a vida transformada. Santo Agostinho dizia: “o coração do homem sempre estará inquieto, enquanto não repousar em Deus”. Celebrar os sacramentos é encontrar Aquele que nosso coração deseja.

O início da vida cristã é um processo. O Evangelho de São João mostra este caminho no chamado dos primeiros discípulos. Perguntaram: “Mestre, onde moras? Ele respondeu: vinde e vede. Foram, viram onde Jesus morava e permaneceram com Ele aquele dia” (Jo 1,38-39). Vemos os passos: a) encontraram-se com Jesus; b) conheceram onde Jesus morava; c) permaneceram com Ele. Quem quiser seguir Jesus deve estar disposto a dar estes passos.

É importante que alguém ajude a fazer o caminho de encontro com Cristo. O Evangelho nos ajuda a entender. “Alguns gregos se aproximaram do apóstolo Felipe e disseram: Queremos ver Jesus. Felipe conversou com André e os dois os levaram até Jesus” (Jo 12,21-22). Querer ver Jesus é o desejo mais profundo de todo ser humano, também das crianças da catequese. Alguém deve levá-las a Jesus. Este é o papel dos pais e catequistas.

A participação dos pais e da comunidade no processo de iniciação à vida cristã tem sido o grande diferencial da catequese neste primeiro ano. Desejo que esta presença se intensifique sempre mais e produza frutos de vida cristã em toda comunidade. As crianças aprenderam a vida cristã acompanhadas pelos adultos.

Por: Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

Artigo publicado na edição de julho de 2017, nº 236, do Jornal da Arquidiocese, página 02.

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